FIA multa Honda e Alpine por violações processuais ao teto de gastos de motores da F1
A FIA, no entanto, explicou que tanto a Honda quanto a Alpine cooperaram durante todo o processo de revisão e garantiu que nenhuma das partes obteve qualquer vantagem competitiva
Nesta terça-feira (29), a Federação Internacional de Automobilismo anunciou que tanto a Honda quanto a Alpine concordaram em pagar uma multa por causa de violações processuais cometidas nos respectivos relatórios do orçamento gasto com os motores na temporada 2023 da Fórmula 1. A FIA, no entanto, declarou que nenhuma das partes “obteve qualquer vantagem indevida”.
Atual parceira da Red Bull na categoria, a Honda teve de pagar um valor maior por não ter apresentado a documentação de maneira precisa, já que os cálculos incluíam custos excluídos ou ajustados incorretamente. Desta forma, os japoneses desembolsaram a quantia de US$ 600 mil (aproximadamente R$ 3,45 milhões na cotação do dia) mais os custos administrativos incorridos no processo.
Fornecedora de motores da Alpine, a Renault — que decidiu deixar a F1 a partir de 2026 — cometeu uma infração menor. Por ter atrasado o envio dos documentos e, de acordo com a FIA, “omitido informações relevantes”, os franceses foram multados em US$ 400 mil (R$ 2,3 milhões) mais os custos do processo.
Por terem assinado o ‘Accepted Breach Agreement‘, colaborado durante todo procedimento e agido de “boa-fé”, não levando qualquer vantagem competitiva, a federação entendeu que as multas foram suficientes.

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“A Administração do Limite de Custo (CCA) reconheceu que ambas as fabricantes de unidades de potência agiram de forma cooperativa e de boa-fé durante todo o processo de revisão e procuraram fornecer informações e evidências adicionais, quando solicitadas, em tempo hábil. Não há nenhuma acusação ou evidência de que a Alpine ou a Honda tenham buscado ou obtido qualquer vantagem indevida como resultado da violação”, declarou a FIA.
A regra do teto orçamentário estreou na classe rainha em 2021. Naquela temporada, o órgão dirigente estabeleceu o limite para as equipes U$ 145 milhões (R$ 833,75 milhões na cotação do dia), mas foi descoberto que a Red Bull excedeu o valor. Os taurinos foram multados em US$ 7 milhões (R$ 40,25 milhões) e tiveram uma redução de 10% no tempo de túnel de vento em 2023.
Para 2023, o limite de gastos por equipe foi reduzido para US$ 138,6 milhões (R$ 796,95 milhões) e o valor foi cumprido por todas as dez integrantes do grid. Quanto ao investimento com os motores, o máximo permitido foi de US$ 140,4 milhões (R$ 807,3 milhões), e embora todas as fornecedoras tenham respeitado o montante, a FIA detectou uma violação processual nos documentos da Honda e da Alpine.
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