FIA ouve reclamações de pilotos e altera barreira da curva 1 no GP do Canadá
George Russell, Alexander Albon e outros pilotos alertaram a organização do GP do Canadá que a alteração na curva 1 do Circuito Gilles Villeneuve tornou o setor mais perigoso
O GP do Canadá terá mudanças em sua infraestrutura para a prova deste domingo (18). Após conversar com os pilotos, a FIA decidiu remover parte da barreira que havia sido estendida nas curvas 1 e 2 do Circuito Gilles Villeneuve por questões de segurança. Nos últimos anos, a área auxiliar asfaltada na saída da curva 1 permitia que os pilotos voltassem à pista após a curva 2, dando aos competidores uma rota direta para retornar ao circuito se errassem.
Para a temporada 2023, a FIA alterou o setor e estendeu a barreira, o que tirou a rota de recuperação dos pilotos e gerou algumas situações perigosas nas primeiras atividades do fim de semana. Além disso, em caso de perda de controle, um carro que saísse da curva 1 poderia acertar outro na curva 2.
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Na sexta-feira e no sábado, vários pilotos acabaram errando a tangência da curva 1 e saindo da pista, com alguns deles se sentindo inseguros sobre a maneira ideal de retornar ao traçado. Falando após a classificação, George Russell, da Mercedes, que é o diretor da Associação de Pilotos (GPDA), acredita que a opinião deles deveria ter sido ouvida antes da decisão de estender a barreira.

“Todos nós falamos sobre isso [na sexta-feira] à noite”, disse o inglês à revista Autosport. “Em retrospectiva, provavelmente deveríamos ter sido consultados sobre isso antes que as decisões fossem tomadas, e todos concordamos que a mudança está abaixo do ideal”, afirmou.
Alguns voltaram na saída da curva 2, o que exigiu passar sobre um trecho de grama e fazer uma curva acentuada à direita para evitar o traçado ideal da pista. Outros optaram por usar a mesma faixa de asfalto e voltaram à saída da curva 1, o que representava um risco se um piloto atrás se aproximasse a toda velocidade na curva.
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Alex Albon, que foi um dos pilotos que saíram da pista na área onde o muro foi alterado, também criticou a mudança e ainda alertou que a alteração na barreira aumentou o perigo do setor. “É uma daquelas mudanças em que você meio que coça a cabeça e tenta entender o raciocínio para isso. Acredito que era uma curva boa antes da mudança, caso você saia da pista. Agora, é obviamente mais perigoso do que antes”, falou o piloto da Williams.
Ele ainda fez coro a Russell e comentou que, se os pilotos fossem consultados, a alteração não teria sido realizada. “Só precisava de um pouco de ajuda dos pilotos. Teríamos impedido que isso acontecesse, em primeiro lugar. É definitivamente algo que GPDA falaria com a organização”, alertou o tailandês.
Além de encurtar o muro e a barreira em “um elemento” (cerca de quatro metros), a FIA também adicionou instruções para os pilotos voltem à pista com segurança. “Qualquer piloto que não consiga executar a curva 1 deve voltar à pista pela saída demarcada na entrada da curva 2”, orientou a organização em um comunicado.
O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do fim de semana da Fórmula 1 no Canadá AO VIVO e EM TEMPO REAL. A corrida, neste domingo, está prevista para ter largada às 15h (em Brasília). No sábado e no domingo, há também a segunda tela, em parceria com a Voz do Esporte.
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