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O equipamento tem sido previamente apontado como um possível substituto a longo prazo do conceito do Halo — o arco sob o cockpit que foi desenvolvido pela Mercedes e Ferrari —, que era a visto como a única opção realista para o próximo ano.
A Red Bull, entretanto, acelerou o desenvolvimento do seu projeto ao ponto em que, após a reunião do Grupo de Trabalho da FIA no último dia 6 de abril, tornou-se agora a alternativa mais viável para a próxima temporada. Um protótipo será testado pela entidade nesta sexta-feira e, se os resultados forem positivos, o recurso vai entrar na agenda da próxima reunião do Grupo de Estratégia da F1, no dia 26 deste mês.
"Eu acho que é justo dizer que quando foi inicialmente apresentado o projeto ainda engatinhava. Mas a Red Bull tem feito um grande trabalho e agora já estamos a ponto de testá-lo. Isso é algo que eu não esperava que acontecesse tão cedo. De qualquer forma, eles produziram o recurso e nós temos de levar isso a sério", disse Whtiting em entrevista ao site norte-americano 'Motorsport.com'.
A Red Bull revelou detalhes do seu projeto de cockpit fechado para a F1 (Arte: Red Bull)
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"E se o equipamento apresentar resultados tão bons quanto os do Halo, então não há razão para que não possamos exibi-lo como solução potencial para o Grupo de Estratégia e para a Comissão de F1", completou.
Ainda, se os testes conduzidos pela FIA apresentarem as conclusões esperadas, o plano é instalar a peça no carro da Red Bull para uma volta de instalação durante o primeiro treino livre em Sochi, no dia 28 de abril, com o objetivo de obter uma avaliação real dos pilotos.
Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat já testaram a peça no simulador na fábrica da Red Bull, em Milton Keynes, na Inglaterra. E se mostraram impressionados com o desempenho, especialmente no que diz respeito à visibilidade, que parece ser o maior trunfo em relação ao Halo.
Uma decisão definitiva sobre o uso do Halo ou do para-brisa da Red Bull em 2017 não deve acontecer necessariamente junto com o acordo final sobre o regulamento técnico para o próximo ano. O encontro decisivo sobre as regras também acontece no fim deste mês.
Embora os dois dispositivos compartilhem posições comuns do ponto de vista da montagem, existem também implicações óbvias com relação à aerodinâmica, de modo que uma decisão final não pode levar tanto tempo.
O teste desta sexta-feira vai consistir no arremesso de um conjunto de 20 kg em direção ao para-brisa a uma velocidade de 225 km/h, obedecendo ao mesmo procedimento feito com o Halo.
Kimi Räikkönen testou pela primeira vez o ‘halo’ para proteção do cockpit da F1 (Foto: Getty Images)
"Estamos abertos a tudo. Queremos uma proteção frontal e queremos oferecer a melhor proteção possível aos pilotos, no modo mais prático possível. Acho que essa solução é tão boa quanto o Halo", explicou Whiting.
Além dos testes de impacto, o projeto da Red Bull será submetido a outros critérios pelos quais o Halo também passou. "Uma avaliação de risco será feita em diferentes cenários de acidentes. E aí vamos definir os prós e contras."
Por fim, o diretor da FIA falou sobre a melhor aparência do para-brisa na comparação com o Halo. "Pessoalmente, eu diria que a solução é estaticamente agradável. Mas é uma questão de gosto. No entanto, se ambos os projetos obtiverem resultados positivos, eu ficaria surpreso se houver um enorme desejo de manter o Halo", encerrou.
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