Filho de Pironi com nome de Villeneuve: quem ergueu troféu da Mercedes em Silverstone

Gilles Pironi carrega uma das rivalidades mais marcantes da história da Fórmula 1 no próprio nome. É engenheiro de confiabilidade da Mercedes e representou o time no pódio em Silverstone

A Mercedes segue levando diferentes rostos para representar a equipe no pódio da Fórmula 1. Semanas depois de Stephanie Travers, engenheira de químicos da Petronas, acompanhar Lewis Hamilton na entrega do troféu do GP da Estíria, foi a vez de Gilles Pironi. O engenheiro de confiabilidade carrega no próprio nome uma das rivalidades mais marcantes da Fórmula 1.

No GP de San Marino de 1982, ainda no começo da temporada, Pironi não respeitou uma ordem de equipe que indicava para a dupla manter as posições que estavam. Gilles liderava a corrida, mas perdeu a posição para Didier na volta final. Irritado pelo ataque, Villeneuve jamais perdoou o companheiro, com quem nunca mais falaria, já que morreu 13 dias depois em um acidente no treino classificatório do GP da Bélgica.

Gilles Villeneuve e Didier Pironi nos tempos de Ferrari (Foto: Ferrari)

A trajetória de Didier no automobilismo não duraria muito após a trágica morte de Gilles. Uma forte batida no warm-up para o GP da Alemanha resultou em graves fraturas na perna, que anteciparam sua aposentadoria dos monopostos. O piloto estava na liderança do Mundial.

Após passar a competir em corridas de barco, o francês faleceu em agosto de 1987 após um acidente. Sua namorada na época, Catherine Goux, estava grávida de gêmeos, que foram batizados como Didier e Gilles, em homenagem ao pai e Villeneuve, o ex-colega de Ferrari.

Mestre em engenharia mecânica na Universidade de Tecnologia de Troyes, na França, Gilles Pironi trabalha na fábrica da Mercedes, em Brackley, desde 2014. Ele também tem diploma em engenharia mecânica, de produção e em tecnologia na Universidade Paris Sud.

Lewis Hamilton e o drama da última volta no GP da Inglaterra (Foto: AFP)

Curiosamente, Lewis Hamilton completou o GP da Inglaterra apenas com três pneus, já que o dianteiro esquerdo estourou na última volta e fez o hexacampeão se arrastar até a linha de chegada. Uma cena semelhante foi eternizada por Villeneuve no GP da Holanda de 1979, quando rodou e viu o traseiro esquerdo furar. Apesar de seguir guiando com o que restava, abandonou após quebra da suspensão.

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