Russell afasta favoritismo da Mercedes e diz que Aston Martin “não pode ser descartada”
George Russell minimizou favoritismo da Mercedes e disse que Red Bull, Ferrari e McLaren estão próximas. Além disso, ressaltou que a Aston Martin não é carta fora do baralho
Apesar de os primeiros testes da Fórmula 1 em 2026 serem concluídos, ainda é cedo para cravar a ordem de forças da temporada que está por vir. No entanto, a Mercedes foi a equipe que mais completou voltas em Barcelona e pinta como favorita, já que praticamente não teve problemas ao longo da semana passada. George Russell, por outro lado, acredita que Ferrari, McLaren e Red Bull estão próximas da equipe alemã, e que a Aston Martin não pode ser descartada. Ele também destacou o trabalho de Adrian Newey no time esmeraldino.
A temporada 2026 marca o início de uma nova na Aston Martin, já que conta com o primeiro carro desenhado por Newey, o ‘mago da aerodinâmica’, além de ter o fornecimento exclusivo dos motores da Honda, que deixaram a Red Bull ao fim de 2025.
No entanto, o projeto não teve o início esperado. A equipe sofreu com atrasos e teve dificuldades com a unidade de potência, o que resultou na participação em apenas dois dos três dias permitidos nos testes em Barcelona. Com isso, completou somente 65 voltas, menos até que as novatas Audi e Cadillac.
Por outro lado, a Mercedes não apresentou problemas e concluiu 500 giros. Entre as fabricantes de motor, também foi a que mais andou, com 1132 voltas. Porém, Russell afastou o favoritismo do time alemão e disse que espera um grid equilibrado, com várias equipes brigando por vitórias.

“O melhor para o esporte e para os pilotos seria ter vários pilotos e fabricantes na disputa. No momento, parece que Red Bull, McLaren, Ferrari e nós estamos bem próximos uns dos outros. Embora a Aston Martin não possa ser descartada, porque o que Adrian construiu é espetacular”, declarou George ao jornal espanhol AS.
Apesar de a Mercedes sair na frente na questão da confiabilidade, Lewis Hamilton foi o mais rápido nos testes com a Ferrari, sendo acompanhado de perto pelo próprio Russell e Lando Norris pela McLaren. No entanto, o grande foco das equipes foi verificar o funcionamento de todos os componentes e, por isso, os tempos de volta não têm tanta relevância. George ainda destacou o motor e a suspensão da Aston Martin.
“A Honda fez um ótimo motor para a Red Bull no passado. Seria fantástico ver uma grande disputa — eu me lembro de 2012 com as duas McLaren, Fernando [Alonso] e a Red Bull”, recordou.
“O carro da Aston Martin é o mais distinto em termos de design; todos estão olhando para a suspensão traseira, e visualmente é deslumbrante. Mas aqui o importante é a velocidade, não ter um design excepcional, e saberemos qual carro é o mais rápido em Melbourne. A partir daí, você pode se inspirar em um ou no outro”, completou Russell.
Após os testes coletivos em Barcelona, as equipes terão duas semanas para retornar às fábricas e trabalhar com base nos dados coletados nos últimos dias. Dessa forma, os carros só voltam à pista entre 11 e 13 de fevereiro, durante os testes de pré-temporada no Bahrein.
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