Russell pede que Mercedes evite “tentativa e erro” e mexa no W13 só com certezas

À imprensa nesta sexta-feira (8), antes dos treinos livres para o GP da Austrália, George Russell reiterou que a Mercedes deve se manter como terceira força do grid por algum tempo ainda e só tentar o salto quando tiver certeza de que terá boas atualizações

A Mercedes sabe que entrou numa corrida contra o tempo para alcançar Ferrari e Red Bull na briga pelo campeonato deste ano na F1. Mesmo assim, a equipe optou por não levar nenhuma atualização no W13 para o GP da Austrália deste domingo (10). Para George Russell, a decisão é pelo time saber que não pode perder tempo com riscos sem ter certeza de que as mudanças, de fato, surtirão efeito.

Em entrevista coletiva pré-treinos livres dessa sexta-feira (8), o piloto do carro #63 reiterou que o time de Brackley está “muito atrás” dos italianos e dos austríacos e que vai levar tempo até essa desvantagem ser tirada.

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“Estávamos ainda mais atrás em Jedá, e sabemos o motivo. Quando levamos atualizações, como no Bahrein, ficamos 0s5, 0s6 atrás. Temos de fechar essa lacuna, mas não há nada para este fim de semana que faça isso acontecer”, declarou o jovem inglês.

George Russell não acha que a Mercedes deva se desesperar para ter novidades no carro (Foto: Mercedes)

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“Vai levar tempo, e acho que temos de ser disciplinados e pacientes. Estamos bastante atrasados, e por causa do teto orçamentário, não podemos nos dar ao luxo de usar o método de ‘tentativa e erro’ nos finais de semana de corrida”, acrescentou, ressaltando que as atualizações precisam ser feitas somente quando a Mercedes tiver “total confiança de que elas funcionarão conforme o esperado”.

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Na Arábia Saudita, segunda etapa do Mundial, Russell alinhou em sexto no grid e conseguiu completar a prova na quinta colocação. Mesmo assim, reconheceu que as Flechas de Prata estavam com o ritmo cerca de 1s mais lento que o pelotão da frente em Jedá.

“Não há nada que realmente nos coloque nessa briga [por vitórias] agora, só temos de nos consolidar como terceira força, garantindo que nenhum dos carros do meio do grid nos alcancem”, afirmou.

Apesar das dificuldades, o companheiro de Lewis Hamilton descartou que haja um clima de frustração na equipe. “Acreditamos que há uma solução e que conseguiremos tempo de volta quando otimizarmos isso.”

“Não estamos aqui coçando a cabeça, sem entender o porquê de estarmos fora do ritmo — sabemos exatamente o motivo e o que precisa ser trabalhado para melhorá-lo. E ter esse conhecimento é algo empolgante, pois nos dá a direção para onde ir”, finalizou.

O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do fim de semana do GP da Austrália AO VIVO e EM TEMPO REAL. Na sexta-feira, os treinos livres estão marcados para as 0h e 3h (de Brasília).

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