Russell reclama de velocidade da Mercedes em retas no Japão: “Não é onde queremos estar”
George Russell explicou que configuração peculiar do carro para se adaptar à pista no Japão "expõe fraqueza" da Mercedes, que não consegue acompanhar velocidade de reta das rivais
George Russell lamentou o déficit da Mercedes nas retas de Suzuka em comparação aos seus rivais, mas evitou tecer reclamações sobre o carro após o oitavo lugar na classificação que definiu o grid de largada do GP do Japão, a ser disputado neste domingo (9). O britânico viu seu companheiro Lewis Hamilton ficar com a sexta colocação no grid e vai largar atrás de Fernando Alonso, mas a preocupação tem sido mesmo a falta de velocidade nas retas da pista japonesa.
“Honestamente, o carro estava bom”, admitiu Russell. “Não estava perfeito, mas não tão longe [de Ferrari e Red Bull] quanto os tempos de volta mostraram — essa era a sensação lá de dentro. Nós perdemos muito tempo de volta nas retas em comparação aos nossos rivais, e esse meio que tem sido o caso em toda a temporada”, reclamou o piloto britânico.
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Como explicação para a dificuldade da Mercedes em conseguir se equiparar aos rivais nas retas, Russell destacou que o GP do Japão envolve uma característica singular: apesar de ser disputado em alta velocidade e possuir longas retas, as curvas de Suzuka exigem um nível maior de downforce do que as demais pistas rápidas do calendário. Assim, a maior força de arrasto atinge a Mercedes com mais força do que as rivais e prejudica a velocidade das Flechas de Prata.
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“Talvez esse seja o circuito com retas longas que você use mais downforce”, avaliou George. “Quando você olha para as pistas com retas longas, como Spa, Monza, até Silverstone, você corre com baixo downforce. E circuitos de muito downforce, como Mônaco, Budapeste, Zandvoort, Singapura, possuem retas curtas e você não vê esse déficit nas retas. Aqui, essa fraqueza tem sido exposta”, observou.
Para se ter uma ideia, a lista de maiores velocidades da classificação no Japão teve os dois carros da Mercedes nas duas últimas posições, com Russell na última colocação do ranking. O britânico torce para não ter que se preocupar com os pilotos que largam atrás do time alemão, mas espera mesmo é pelo momento em que poderá desafiar os carros de Ferrari e Red Bull.
“Devemos ter ritmo suficiente para não nos preocuparmos com o que vem de trás, mas posso estar errado. Estamos ansiosos, queremos estar na briga com Ferrari e Red Bull, mas no fim das contas, eles são provavelmente 0s5 mais rápidos do que nós neste fim de semana”, conformou-se Russell. “Temos que garantir que vamos terminar à frente das Alpine, mas certamente não é onde queremos estar”, finalizou.
O GRANDE PRÊMIO acompanha AO VIVO e EM TEMPO REAL todas as atividades do GP do Japão de Fórmula 1. A largada acontece neste domingo, às 2h (horário de Brasília).
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