Russell recorda estreia “meio estranha” na F1 com Williams “à beira da falência”
Em um vídeo publicado pela Mercedes para comemorar as 150 corridas de George Russell na Fórmula 1, o piloto lembrou de alguns momentos complicados que teve com a Williams logo nos primeiros anos de carreira
Prestes a completar a 150ª corrida da carreira na Fórmula 1, no GP de Las Vegas deste fim de semana, George Russell aproveitou para lembrar de alguns momentos marcantes ao longo dos últimos sete anos — e alguns difíceis também, principalmente da época em que vestiu as cores da Williams. Ao falar especificamente sobre a fase na equipe britânica, o piloto destacou como teve um papel importante em um período de grande dificuldade financeira.
Com 27 anos de idade, o atual titular da Mercedes competiu pelo time de Grove durante três temporadas, entre 2019 e 2021, antes de desembarcar nas Flechas de Prata para se tornar companheiro de Lewis Hamilton. Desde então, já conquistou sete pole-positions e cinco vitórias, tornando-se o líder da escuderia alemã a partir de 2025, quando o heptacampeão decidiu se mudar para a Ferrari e abriu espaço para a chegada do novato Andrea Kimi Antonelli.
Mas apesar de alguns altos e baixos na esquadra de Toto Wolff, Russell nunca voltou a passar por momentos tão delicados quanto aqueles vividos no início da caminhada. Ainda que seja uma das equipes mais vitoriosas da história da F1, a Williams atravessava um momento sombrio quando o dono do #63 surgiu por lá. Em 2019, por exemplo, o time perdeu dois dias de pré-temporada porque alguns elementos do FW42 — incluindo suspensão dianteira e retrovisores — estavam em desacordo com as regras da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
Como resultado, no GP da Austrália daquele ano, que marcou a estreia de George, ele e Robert Kubica foram 1s mais lentos que os adversários na classificação e terminaram a corrida com duas e três voltas de atraso em relação ao vencedor, respectivamente. E o fato foi lembrado pelo britânico durante um vídeo divulgado pela própria Mercedes para comemorar as 150 provas até aqui.

“Ainda me lembro disso porque estava lá com toda a minha família e foi como um sonho se tornando realidade. Também havia um sentimento meio estranho porque nós, na Williams, na época estávamos passando por problemas e a equipe estava à beira da falência”, começou. “O carro não ficou pronto a tempo para os testes e éramos cerca de um 1s mais lentos do que o segundo carro mais lento”, acrescentou.
“Lembro-me de ser ultrapassado duas vezes pelo Lewis e pelo Valtteri [Bottas]. Mas, ainda assim, era como viver um sonho. Este é o começo. E ainda parecia tudo muito surreal. Além disso, a Austrália como primeira corrida é muito legal”, apontou Russell, que também recordou os primeiros pontos conquistados pela Williams, no GP da Hungria de 2021.
“Aquela foi uma corrida maluca, obviamente. Nós — todos os pilotos e equipes — estragamos aquela corrida por não colocarmos os pneus certos para a largada. Foi uma daquelas situações em que você está na Hungria, estava caindo um pé-d’água, teve bandeira vermelha e a pista estava tão molhada antes que ninguém acreditava que poderia secar. E nós fizemos a volta de apresentação e todo mundo ficou tipo: ‘O que está acontecendo? A pista está seca'”, comentou.
“E, obviamente, Lewis largou sozinho [no grid] com os intermediários. Mas, para mim, acho que por tudo que tínhamos passado na Williams com a equipe e a situação financeira…”, sublinhou Russell, que voltou a somar pontos na Bélgica — indo ao pódio, inclusive —, Itália e Rússia, ajudando a equipe a terminar o Mundial de Construtores longe da lanterninha pela primeira vez desde 2017.

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“Eu ainda era um garoto, mas ver os empregos das pessoas em risco, um resultado como aquele nos impulsionou de décimo para oitavo no campeonato, o que é enorme em termos de dinheiro. Aquilo foi basicamente sobreviver ou não sobreviver, então teve um significado maior do que apenas o resultado”, concluiu.
A Fórmula 1 retorna neste fim de semana, de 20 a 23 de novembro, com o GP de Las Vegas, 22ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
GP de Las Vegas de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
| Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Treino livre 1 | 21:30 | 23:30 | 01:30 | 02:30 |
| Treino livre 2 | 01:00 | 03:00 | 05:00 | 06:00 |
| Treino livre 3 | 21:30 | 23:30 | 01:30 | 02:30 |
| Classificação | 01:00 | 03:00 | 05:00 | 06:00 |
| Corrida | 01:00 | 03:00 | 05:00 | 06:00 |
*Horários de Brasília
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