Governo do Texas corta custos e põe em xeque futuro do GP dos Estados Unidos de F1 em Austin

De acordo com Bobby Epstein, presidente do Circuito das Américas, o governo texano reduziu dos US$ 25 milhões estabelecidos em contrato para US$ 19,5 milhões sua contribuição anual para a realização da corrida. Desta forma, até que encontre uma fonte para cobrir o déficit, Bernie Ecclestone diz que “será difícil seguir com a corrida em Austin”

A realização do GP dos Estados Unidos em Austin está posta em xeque. Isso porque o governo do Texas optou por reduzir drasticamente sua contribuição para que a capital receba anualmente a F1. De acordo com o diário texano ‘My Statesman’, o valor pago estabelecido em contrato nos três primeiros anos da prova foi de US$ 25 milhões (R$ 94,79 milhões), entre 2012 e 2014. No entanto, em 2015, o governo contribuiu com a quantia de US$ 19,5 milhões (R$ 73,93 milhões).
 
Já no Brasil, enquanto se prepara para seguir para Interlagos para acompanhar a penúltima etapa da temporada, Bernie Ecclestone falou à publicação que a situação coloca, sim, em risco a sequência do GP dos Estados Unidos no Circuito das Américas. “Se isso está mudado, será difícil continuar com a corrida em Austin”, declarou o chefão da F1.
O futuro da F1 no Texas está seriamente ameaçado (Foto: Getty Images)
Bobby Epstein, presidente do Circuito das Américas, construído especialmente para levar de volta a F1 aos Estados Unidos, confirmou que a corrida está mesmo em xeque. “Para usar um termo técnico, acho que estamos ferrados”, disse o executivo.
 
“O estado claramente fez promessas. Acredito que fizemos um trato e cumprimos com o trato até o fim. É como se você vai a um restaurante, pede um jantar e, depois de comer, eles mudam o preço”, comparou. Assessor de imprensa do Circuito das Américas, Dave Shaw foi além: “Todas as instalações foram construídas com base neste acordo. Se os cálculos mudam agora, isso muda os termos do acordo”, emendou.
 
O fato é que uma eventual perda do GP dos Estados Unidos seria devastador para o Circuito das Américas, que teve um custo de US$ 300 milhões. Embora o moderníssimo autódromo receba outras competições do quilate da MotoGP e do Mundial de Endurance, o complexo foi todo construído para receber a F1. No fim de outubro, a organização teve outro baque em razão das fortes chuvas durante o fim de semana do GP dos Estados Unidos. 
 
Segundo Epstein, o fim de semana foi “devastador financeiramente”. Em contrapartida, o GP do México, realizado há poucos quilômetros de Austin, foi um sucesso de público e não sofreu maiores contratempos.
 
A realização do GP dos Estados Unidos no Texas, com o auxílio do dinheiro público local, é vista com um olhar crítico por políticos e cidadãos do estado, que entendem que o Texas não deveria subsidiar uma empresa multibilionária com sede na Europa.

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