GP às 10: Pérez faz pouco e mantém viva ‘maldição’ do segundo carro da Red Bull na F1

Depois das cinco primeiras corridas da temporada 2021 da Fórmula 1, prazo dado para Sergio Pérez se adaptar ao RB16B, os números mostram que o mexicano está longe de deslanchar. Afinal, por que, mesmo bem mais experiente, ‘Checo’ ainda não consegue deslanchar na Red Bull? Fernando Silva explica no GP às 10 desta segunda-feira

No começo da temporada 2021 da Fórmula 1, Sergio Pérez pediu cinco corridas para se adaptar plenamente ao carro da Red Bull e entregar o melhor neste seu novo ciclo na carreira. Mas passado o prazo dado pelo próprio mexicano, a impressão é que ‘Checo’ ainda está devendo, sobretudo em ritmo de classificação, e faz pouco para quem chegou contratado para ajudar a equipe taurina a lutar de igual para igual com a Mercedes pelo título, afirma Fernando Silva no GP às 10.

O jornalista trouxe à baila números que trazem, ainda de forma fria, um comparativo com os seus antecessores na Red Bull depois das cinco primeiras corridas na temporada.

Em 2019, por exemplo, a Red Bull somou 87 pontos nas cinco primeiras corridas do ano. Max Verstappen foi responsável por 66 desses pontos, ou 75,86%, enquanto Pierre Gasly marcou somente 21, ou 24,14%. No ano passado, Alexander Albon, que na verdade estreou pela equipe de Milton Keynes no segundo semestre de 2019, marcou 36 dos 113 pontos da Red Bull neste período das cinco primeiras corridas do ano, ou 31,86%, enquanto Verstappen ficou com 77, ou 68,14% do total.

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Em 2021, no momento em que a Red Bull lidera o Mundial de Pilotos e de Construtores, a equipe tem 149 pontos. Deles, Verstappen responde por 105, ou 70,47% do total, enquanto Pérez marcou 44, mas 29,53%, percentual inferior ao de Albon no mesmo período do ano passado.

Fernando Silva entende que o sempre falastrão Helmut Marko tem razão quando cobra de Pérez uma melhor performance, principalmente em ritmo de classificação, e afirma que o mexicano pode e deve fazer mais, até por ser um piloto de grande capacidade, como sua carreira já provou.

A performance abaixo do esperado de ‘Checo’ faz o jornalista levantar novamente a ‘maldição’ do segundo carro da Red Bull: afinal, desde a saída de Daniel Ricciardo, no fim de 2018, ninguém conseguiu andar sequer perto do nível de Verstappen, como os números reproduzem fielmente.

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