GP Recomenda: cinco bons motivos para não se perder o GP do Brasil de F1

Finalmente, a F1 vai desembarcar no Brasil para a penúltima etapa da temporada 2015. Embora o campeonato já esteja decidido em favor de Lewis Hamilton, ainda há bons motivos para não se perder o GP em Interlagos. Por isso, o GRANDE PRÊMIO faz uma lista dos cinco motivos para acompanhar a prova em São Paulo

1. A RETOCADA INTERLAGOS 
 
Uma das grandes novidades do GP do Brasil deste ano é justamente Interlagos. O mais importante autódromo do país está em plena fase de modernização, com a instalação de novos e modernos edifícios. 
 
A chamada segunda fase das obras feitas pela Prefeitura de São Paulo foi entregue na semana passada, em um evento que contou a presença do prefeito Fernando Haddad e do chefão da F1, Bernie Ecclestone. O objetivo dessa parte da reforma foi o de ampliar, principalmente, área do paddock, o espaço atrás dos boxes, antiga queixa das equipes pela falta de espaço do velho circuito da Zona Sul paulistana.
Como está Interlagos às vésperas do GP do Brasil de F1 (Foto: Autódromo de Interlagos)
Agora, o paddock ganhou edificações modernas que devem atender a todas as exigências dos times. O espaço atrás das garagens teve sua largura ampliada, deixando uma área de circulação de dez metros. 
 
Além disso, há também um centro operacional, que está dividido em seis pavimentos: um térreo, onde estão implantados quatro novos boxes; dois pavimentos superiores, destinados à ocupação multiuso; e três pavimentos inferiores, destinados às estruturas administrativas das entidades esportivas.
 
E Ecclestone gostou muito do que viu em Interlagos. “Pelo que eu vi, está muito, muito bom”, elogiou. “Não diria que estou surpreso, porque não estou surpreso. Isso foi prometido muitos anos atrás. Mas isso não tem nada a ver com o prefeito, não é culpa dele”, encerrou.
2. PÓDIO BRASILEIRO?
 
No ano passado, Felipe Massa fez uma grande corrida em Interlagos e foi quem mais se aproximou da Mercedes. Mas o piloto teve de superar contratempos nas duas paradas nos boxes, além de uma punição por exceder a velocidade nos pits. Ainda assim, o piloto da Williams conseguiu manter a terceira colocação e ainda fazer zerinhos na frente dos torcedores na reta principal da pista.
 
Para a edição deste ano, no entanto, o brasileiro terá mais trabalho para repetir o resultado, especialmente diante do melhor desempenho que a Ferrari vem mostrando ao longo do ano. Ainda assim, o pódio é um resultado possível. As duas retas vão beneficiar o FW37, além dos trechos mais velozes do traçado paulistano.
 
"Eu amo essa pista, é uma das melhores para mim e onde eu sempre tive bons resultados. Estou realmente ansioso e espero conseguir um resultado surpreendente neste ano. A paixão dos fãs também é incrível. Toda a emoção que sentem e como estão perto de você é uma sensação incrível. É uma experiência difícil de explicar", afirmou Massa.
Felipe Massa busca repetir o pódio (Foto: Williams F1)
3. NASR E O PRIMEIRO GP DO BRASIL
 
Vivendo o ano de estreia na F1, Felipe Nasr terá neste fim de semana a chance de igualmente disputar pela primeira vez o GP do Brasil em uma Interlagos onde pouco correu em sua carreira. O brasileiro da Sauber deixou o automobilismo nacional muito cedo para se aventurar na Europa em busca do objetivo de correr na maior categoria do esporte a motor e acabou por não acumular uma grande experiência no mais famoso circuito do país. Mas não vai chegar tão cru assim. Nasr andou no ano passado com a Williams no TL1 e já deu para ter um gostinho de andar em casa. 
 
Só que o traçado paulistano pode não ser dos melhores para a instável Sauber. Com muitas curvas de baixa velocidade, o C34 deve sofrer um pouco mais em São Paulo. Além disso, com os dois pontos de freada mais forte deve preocupar a equipe, que ainda luta para livrar dos problemas de freios. Uma falha crônica que vem tirando o sono dos suíços. 
 
"É uma situação complicada, a gente precisa resolver isso logo. Precisamos resolver até por questões de segurança", disse Nasr após o abandono no GP do México. 
Nasr vai disputar seu primeiro GP do Brasil (Foto: AP)
4. O DUELO PELO VICE CONTINUA
 
A vitória no GP do México recolocou Nico Rosberg na segunda colocação do Mundial. Além disso, o alemão da Mercedes ainda contou uma prova desastrosa de Sebastian Vettel no Hermanos Rodríguez para conseguir um fôlego na briga entre ambos pelo vice-campeonato. 
 
Agora, a tabela de classificação mostra o seguinte cenário: Rosberg possui 272 pontos contra 251 de Vettel, restando apenas duas provas para o fim.

Nico venceu no ano passado em Interlagos, quando ainda estava em uma disputa ferrenha com Lewis Hamilton e conseguiu mostrar força na luta pelo campeonato, em um movimento que mais ou menos lembra o triunfo conquistado no México há pouco menos de duas semanas.

Nico Rosberg festeja vitória no GP do México (Foto: Getty Images)
Além disso, a conquista também deve servir de motivação para o filho de Keke, que precisa fortalecer sua posição dentro da esquadra prateada. Rosberg está sozinho nessa briga com Sebastian. Hamilton já deixou claro que não vai ajudar o companheiro a vencer o ferrarista.
 
O tetracampeão, por sua vez, coleciona bons resultados em São Paulo. O circuito também deve favorecer o bom carro da Ferrari. E, ao contrário de Rosberg, Vettel, se precisar, terá a ajuda de Kimi Räikkönen. 
 
5. A NOVELA CONTINUA
 
A Red Bull segue com seu calvário para encontrar uma forma de voltar a ser competitiva em 2016. Restando apenas duas etapas para o fim do campeonato e pouco mais de quatro meses para a primeira corrida no próximo ano, a equipe austríaca segue sem qualquer acordo no que diz respeito às unidades de força. E ameaça deixar o Mundial se não encontrar um motor competitivo na F1.
 
No penúltimo capítulo dessa empreitada, está a Renault. O GRANDE PRÊMIO soube que a equipe negocia com a montadora para que corra com suas unidades no ano que vem, ou preparadas pela empresa de Mario Illien, a Ilmor, ou uma companhia austríaca chamada AVL, em um movimento semelhante ao visto na época da presença da Mecachrome.
 
Enquanto isso, no último episódio da história, a Ferrari voltou a se colocar como opção para os energéticos. De acordo com o presidente da icônica marca italiana, Sergio Marchionne, a equipe vermelha deve mesmo fornecer motores à Toro Rosso, mas as unidades deste ano. E o mesmo pode acontecer com a Red Bull.
Christian Horner tenta um motor competivivo (Foto: AP)
Os italianos falam em uma proposta diferenciada. Querem fornecer motores competitivos, vão colocar toda a sua engenheira à disposição, mas não vão entregar as mesmas unidades que vão servir os carros de Vettel e Räikkönen em 2016.
 
Diante disso, esse será o principal assunto nas rodadas de entrevistas em Interlagos. 

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