GP Recomenda: cinco bons motivos para não se perder o GP do Canadá, sétima etapa da temporada 2017 da F1

Em grande fase, Sebastian Vettel desponta como favorito no fim de semana, enquanto o desempenho de Lewis Hamilton e da Mercedes surgem como incógnita em razão da performance dos pneus ultramacios. Em um circuito que sempre deu corrida boa, Lance Stroll vai correr em casa pela primeira vez com uma Williams que tenta reagir após o revés em Mônaco. Mas a grande atração do fim de semana é, sem dúvidas, o retorno de Fernando Alonso

A VOLTA DE ALONSO À F1
 
Que Sebastian Vettel e Lewis Hamilton são os protagonistas da temporada 2017 pelo que se viu na pista até agora, isso não se discute. No entanto, é inegável que, ainda mais nos últimos meses, Fernando Alonso ofuscou totalmente os dois postulantes ao título. A surpreendente participação do espanhol nas 500 Milhas de Indianápolis fez com que ele tornasse, definitivamente, o centro das atenções, sobretudo nos momentos prévios, já que a McLaren nem de longe ainda tem condições de brigar por posições de destaque.
 
Assim como aconteceu no Bahrein, na Espanha e até em Mônaco, onde sequer esteve há duas semanas, Alonso vai ser o grande assunto das coletivas prévias do fim de semana. Em Indianápolis, o piloto da McLaren mostrou que ainda está no rol dos melhores do mundo e vai colocar seu talento em prática no fim de semana em Montreal, ainda que seja difícil esperar muita coisa do conjunto que tem em mãos.
 
Nem a própria McLaren espera muita coisa de Montreal, um circuito que exige muito mais do motor do que Mônaco, onde a McLaren foi bem com seus dois pilotos: Stoffel Vandoorne e Jenson Button. Mas, como se trata de Alonso, dá sempre para acreditar em vê-lo tirando leite de pedra.
Fernando Alonso vai voltar à F1 após a experiência marcante em Indianápolis (Foto: IndyCar)
A RELAÇÃO DIFÍCIL ENTRE HAMILTON E OS PNEUS ULTRAMACIOS
 

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A Pirelli vai novamente levar para o Canadá a sua gama mais macia de pneus: macios, supermacios e ultramacios foram os tipos escolhidos pela fornecedora para Montreal. O fator pneu é uma grande preocupação para Lewis Hamilton, que antes de a semana começar já previu um fim de semana difícil no Circuito Gilles Villeneuve.

 
Em pelo menos três oportunidades em 2017, Lewis enfrentou grandes dificuldades com os pneus ultramacios: nos GPs da Austrália, na Rússia e em Mônaco. Em Melbourne, Hamilton viu a vitória de Sebastian Vettel e só não foi ultrapassado por Valtteri Bottas porque a Mercedes tratou de segurar a onda do finlandês. Em Sóchi, o britânico foi bastante apagado e teve de se conformar com a quarta colocação. 
 
E no Principado, onde a classificação é fundamental para uma boa colocação na corrida, Hamilton sequer foi ao Q3, largou em 13º e não passou de um sétimo lugar. Tudo isso ajuda a explicar a diferença que Vettel ostenta hoje, de 25 pontos para o rival. Nos últimos dias, antes de seguir para os Estados Unidos, Lewis esteve em Brackley e quebrou a cabeça junto com a Mercedes para entender o que acontece de errado, ainda mais porque Bottas não padece do mesmo problema.
Lewis Hamilton ainda tenta se acertar com os pneus ultramacios (Photo: Xavi Bonilla / Grande Premio)
Mesmo com o histórico altamente vencedor de Hamilton, que já venceu cinco vezes em Montreal, nada indica que o britânico tenha alguma vantagem, ao menos no campo teórico. Se a relação nada amigável entre Lewis e os pneus ultramacios vai persistir, só mesmo o fim de semana é que vai responder.
 
 
VETTEL FAVORITO E O POSSÍVEL FIM DE OUTRO JEJUM
 
Bem diferente da Mercedes e de Lewis Hamilton, a Ferrari encontrou o rumo com os pneus, a ponto até de Toto Wolff sugerir um “mistério italiano”. Mas o fato é que a escuderia de Maranello construiu um carro bem mais estável e que se adequa muito bem a todo tipo de traçado: com perfis bem distintos, a equilibrada e eficiente SF70H andou bem em Melbourne, Bahrein, Mônaco e tende a repetir a boa performance neste fim de semana em Montreal.
 
Faz muito tempo que a Ferrari, simbolizada pelas grandes atuações de Gilles Villeneuve em casa, não vence em Montreal. O último triunfo aconteceu em 2004 pelas mãos de Michael Schumacher. Vettel já triunfou em solo canadense no ano em que chegou ao tetra, em 2013, mas desde então não teve carro para pelejar pelo topo do pódio. O que é bem diferente desta temporada.
 
 
NA CASA DE STROLL, A WILLIAMS TENTA REAGIR
 

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Faz muito tempo que o GP do Canadá não tem a presença de um piloto local no grid. A última vez aconteceu em 2006, quando Jacques Villeneuve correu pela Sauber. Foram 11 anos até que outro piloto nascido no país pudesse disputar uma prova do Mundial de F1.

 
Lance Stroll, aos 18 anos, terá a honra de representar seu país em casa, embora tenha currículo e talento bem inferiores aos conterrâneos Jacques e Gilles Villeneuve. Na verdade, o que se espera para o fim de semana é que a Williams — mas não necessariamente Stroll — possa voltar a mostrar um bom trabalho em um circuito que é muito mais adequado ao FW40 em relação a Monte Carlo.
 
Nas ruas de Mônaco, a Williams ficou bem longe de convencer e só foi aos pontos com Felipe Massa depois do incidente entre Daniil Kvyat e Sergio Pérez nas últimas voltas. Para Montreal, contudo, a história tende a ser diferente, e o retrospecto recente da equipe britânica aponta para isso. 
Na terra de Stroll, Massa pode novamente colocar a Williams nos trilhos em 2017 (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
Com Bottas, a Williams foi duas vezes ao pódio nos dois últimos anos. Uma vez que a Red Bull prevê dificuldades, dá para imaginar ao menos que a equipe do brasileiro vá conseguir lutar de forma mais franca com os taurinos neste fim de semana, com a Force India e até a Toro Rosso correndo por fora.
 
 
PISTA VELHA É QUE FAZ CORRIDA BOA
 
O circuito Gilles Villeneuve recebe a F1 desde 1978. É uma pista com características muito particulares, mas que compreende trechos bem rápidos com outros um pouco mais lentos. O traçado privilegia a potência do motor, mas um chassi equilibrado também é uma das chaves para o sucesso em Montreal, um circuito que geralmente proporciona grandes corridas.
 
Em 1989, por exemplo, Thierry Boutsen venceu sua primeira corrida na F1 debaixo de muita chuva, numa prova que teve até Andrea De Cesaris no pódio. No ano seguinte, outra prova com pista molhada teve a vitória de Ayrton Senna e a dobradinha brasileira completada com a presença de Nelson Piquet em segundo.
O circuito Gilles Villeneuve sempre foi palco de grandes corridas na F1 (Foto: Getty Images)
O mesmo Piquet, em 1991, conquistou sua última vitória na F1 de forma emocionante depois de o ‘Leão’ Nigel Mansell enfrentar problemas quando já acenava para o público e comemorava o triunfo que não veio. Ainda voltando no tempo, como não esquecer da conquista histórica e única de Jean Alesi em 1995, que teve ainda a presença de Rubens Barrichello pela segunda vez no pódio? 
 

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Em 2007, Robert Kubica sofreu um grave acidente e sobreviveu a uma forte batida na curva que dá acesso ao hairpin. Foi nesta prova que Lewis Hamilton, ainda um estreante, faturou seu primeiro triunfo no Mundial. Um ano depois, o polonês, que vai testar novamente um F1 nesta terça-feira, não só retornou a Montreal, como venceu pela única vez na F1. 

 
A corrida com maior duração na história da F1, o GP do Canadá em 2011, teve muita chuva, bandeira vermelha e Jenson Button chegando até a andar em último. Mas com grande ultrapassagem e um erro de Vettel no giro derradeiro, o britânico conquistou uma vitória marcante naquela temporada com uma McLaren que hoje sonha em viver de novo seus melhores momentos na F1.
ALONSO ATINGE NOVO PATAMAR NA HISTÓRIA DO AUTOMOBILISMO NA ESPETACULAR INDY 500

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