GP Recomenda: cinco bons motivos para não se perder o GP dos EUA de F1

A F1 atravessa o Atlântico neste fim de semana rumo aos EUA, para a 16ª etapa da temporada 2015. E o grande destaque da prova norte-americana é a chance que Lewis Hamilton tem de fechar o campeonato e finalmente conquistar o tri. Por isso, o GRANDE PRÊMIO lista agora as cinco razões para não se perder a corrida em Austin

1) O TRICAMPEONATO
 
Lewis Hamilton tem no GP dos EUA a primeira chance de arrematar o título de 2015 na F1. O inglês da Mercedes, que comanda a tabela de classificação desde a primeira prova do ano, luta para se tornar tricampeão mundial, igualando o número de taças de seu grande ídolo no esporte, o brasileiro Ayrton Senna. 
 
Só que Lewis terá de trabalhar firme e não depende só de si para garantir o troféu de campeão de forma antecipada. Hamilton soma até o momento 302 pontos e tem 66 de vantagem para Sebastian Vettel, que assumiu a vice-liderança do Mundial depois do pódio do segundo lugar na Rússia, na prova disputada há quase duas semanas, e o abandono de Nico Rosberg. O alemão, aliás, vem em terceiro, com 229 pontos. Só os dois ainda têm chances matemáticas de tirar o título de Lewis.
 
Portanto, para alcançar o terceiro campeonato, o segundo de forma seguida, o britânico de 30 anos, precisa somar nove pontos a mais em relação a Vettel e três em relação a Rosberg. Ou de forma mais simples: Hamilton precisa vencer, ver o companheiro de equipe chegar em segundo e o alemão da Ferrari em terceiro.
Lewis Hamilton está perto do tri (Foto: AP)
2) A BRIGA PELO VICE
 
Como a definição do campeão está praticamente selada em favor de Lewis Hamilton, a expectativa agora é por uma disputa pelo vice-campeonato entre Sebastian Vettel e Nico Rosberg. Um embate interessante entre Ferrari e Mercedes, sem dúvida.
 
O tetracampeão vive uma temporada forte nesse renascimento da equipe italiana. Até agora, são três vitórias, sendo a mais importante em Cingapura, onde o time vermelho apresentou um desempenho genuinamente mais competitivo que o da rival alemã. Além dos triunfos, Vettel ainda soma oito pódios e apenas um abandono em 15 provas disputadas até aqui.
Sebastian Vettel está na briga pelo vice-campeonato (Foto: AP)
Tamanha regularidade colocou Sebastian na segunda colocação do Mundial de Pilotos. O ferrarista tem 236 pontos contra 229 de Nico Rosberg, restando quatro corridas para o fim da temporada.
 
O alemão da Mercedes, por sua vez, atravessa uma fase mais complicada em 2015. Nico não conseguiu repetir as atuações seguras e as disputas mais acirradas com Hamilton, que tanto marcaram a sua campanha em 2014, e acabou se vendo longe da briga pelo título, em um papel de coadjuvante do companheiro de equipe.
 
Ao longo da temporada, filho de Keke conquistou também três vitórias e oito pódios, mas conta com dois abandonos.
3) SAUBER 400
 
A Sauber vai celebrar em Austin seu GP de número 400 na F1. Dona de uma história vitoriosa nos campeonatos de endurance, a esquadra suíça fez a estreia na F1 em 1993, no GP da África do Sul, em Kyalami. E ao longo de suas 399 corridas no Mundial, o time somou 808 pontos. Mas a primeira pole só foi conquistada apenas em 2008, no GP do Bahrein, com Robert Kubica, no período em que a operação do time era comandada pela BMW — em 2006, a marca alemã adquiriu a equipe de Peter Sauber. E a montadora só devolveu o time ao fundador quando decidiu deixar a F1 em 2009. 
 
Foi neste período ainda que veio a primeira vitória, também com o polonês. O triunfo aconteceu em 2008 no GP do Canadá. O melhor resultado da esquadra na F1 foi também quando estava sob o comando da BMW. Em 2007, o time foi vice-campeão no Mundial de Construtores. A Sauber é a quarta equipe mais velha do atual grid. 
A Sauber vai chegar à marca de 400 corridas na F1 em Austin (Foto: AP)
O time de Hinwil também é conhecido por dar chances a jovens promessas do esporte a motor. E talvez o nome mais importante a ter passado pelo time foi o de Kimi Räikkönen, campeão do mundo pela Ferrari em 2007. Mas o finlandês deu seus primeiros passos no Mundial a bordo do carro suíço, em 2001, aos 21 anos.  
 
Ao todo, 27 pilotos de 14 nacionalidades diferentes, incluindo o Brasil, defenderam a Sauber na F1. Felipe Massa, inclusive, estreou na F1 pelas mãos da equipe em 2002, assim como o xará Felipe Nasr fez neste ano. Outros pilotos importantes também estiveram por lá como o campeão Jacques Villeneuve. Karl Wendlinger, Heinz-Harald Frentzen, Johnny Herbert, Jean Alesi, Nick Heidfeld, Giancarlo Fisichella e, mais recentemente, Kamui Kobayashi e Sergio Pérez também fizeram parte da história do time suíço. 
 
Uma das mais valentes equipes independentes do grid, a Sauber atualmente é chefiada por Monisha Kaltenborn. 
 
4) NOVOS MOTORES
 
É bem possível que Ferrari e Renault optem por usar uma versão mais atualizada de seus motores na etapa dos EUA, neste fim de semana. 
 
Maurizio Arrivabene, chefe da esquadra italiana, confirmou que já considera levar uma versão atualizada da unidade de potência para Austin, e avaliar alguns componentes que serão usados na próxima temporada. Só que há um pequeno problema.
 
Caso a decisão de levar o novo motor para o Texas se confirme, a Ferrari fatalmente será punida — os dois pilotos já estão no limite do quarto motor. 
 
A situação da Renault é bem diferente. Longe da briga com suas equipes clientes, a montadora deve mesmo oferecer a elas uma especificação mais nova de suas unidades. 
 
O uso, claro, vai incorrer em punição, ainda que as duas esquadras já tenham ultrapassado o limite de número de motor neste ano. A decisão da utilização ou não da unidade será das equipes.
Ferrari pode ter motor novo em Austin (Foto: AP)
5) CAMPEÃO SEM TV ABERTA NO BRASIL
 
Como já acontecera nos três últimos anos, a TV Globo, que é a detentora dos direitos de transmissão da F1 no Brasil, vai preferir acompanhar as rodadas finais do Campeonato Brasileiro de Futebol a mostrar o GP dos EUA, em Austin. Isso porque, devido ao fuso horário com o Texas, há uma coincidência de hora.
 
Assim, a corrida norte-americana será exibida ao vivo apenas pelo canal a cabo SporTV, de propriedade da emissora carioca. O mesmo vai acontecer o GP do México, no fim de semana seguinte. 
 
Dessa forma, o espectador da TV aberta vai ficar sem ver ao vivo a prova que pode dar o título a Lewis Hamilton.

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube