GUIA 2026: Russell mostra predicados para brigar por título e sonha com carro à altura
Após anos sofrendo com a falta de rendimento da Mercedes na era do efeito solo, George Russell finalmente parece ter o equipamento necessário para brigar pelo título na Fórmula 1
Depois de passar anos amadurecendo na Williams enquanto a Mercedes dominava o campeonato, George Russell se juntou à equipe alemã em 2022 e, embora tenha vencido algumas corridas na era do efeito solo, viu o time se perder no desenvolvimento dos carros e nunca teve o equipamento necessário para brigar pelo título. Porém, a sorte parece estar sorrindo para o #63 em 2026, ano marcado pela mudança de regulamento de chassis e motores na Fórmula 1.
Com títulos nas principais categorias de base, atuações memoráveis em uma época difícil com a Williams e vitórias com a Mercedes, Russell sempre deu indícios de que tinha o necessário para se tornar campeão na F1. É bem verdade que boa parte das campanhas na principal categoria do esporte a motor ficou marcada por algumas oportunidades perdidas, fruto de movimentos um tanto afobados que resultaram em punições ou abandonos. Porém, essa última aresta parece ter sido aparada em 2025, ano em que mostrou um ganho de maturidade notável.
Com a saída de Lewis Hamilton para a Ferrari, Russell se tornou o líder da Mercedes e ficou responsável pelo desenvolvimento do carro em um ano em que contava com o jovem estreante Andrea Kimi Antonelli como companheiro de equipe. E dá para dizer que o papel de primeiro piloto foi cumprido de forma satisfatória. É bem verdade que o carro não rendeu como o esperado e que o trabalho da própria equipe na evolução do W16 oscilou. Porém, a culpa disso não pode ser colocada apenas nos pilotos.
Mas Russell mostrou ao longo de 2025 que sabe aproveitar as oportunidades que surgem para maximizar os pontos em um fim de semana. Em uma temporada com a McLaren dominante e a Red Bull de Max Verstappen como segunda força, um pódio com a Mercedes era algo difícil de conquistar. Ainda assim, quando Lando Norris, Oscar Piastri ou Verstappen cometiam algum deslize e não terminavam no top-3, George estava lá para garantir o troféu. Quando não era possível bater o trio, mantinha-se no top-5.

A Mercedes se perdeu no desenvolvimento do carro durante a perna europeia, mas ainda assim Russell aproveitou momentos em que a Red Bull e a McLaren não estavam bem e conseguiu vencer os GPs do Canadá e de Singapura e, com exceção do trio que brigou pelo título, foi o único capaz de triunfar em 2025.
Ter consistência e saber aproveitar as oportunidades quando elas surgem são dois elementos essenciais para brigar pelo título na Fórmula 1. Embora Russell tenha demonstrado essas qualidades, nunca teve o equipamento necessário para sonhar com o campeonato. Porém, a situação pode ser um pouco diferente em 2026.
As equipes concluíram a pré-temporada e, até que a primeira corrida seja realizada na Austrália, é difícil cravar a ordem de forças da F1 2026. Porém, o que foi visto durante os testes em Barcelona e no Bahrein indica que Mercedes, Ferrari, McLaren e Red Bull estão em um patamar parecido e pertencem ao pelotão da frente. Inclusive, há elementos que nos permitem acreditar que a equipe alemã pode começar o ano como a força a ser batida.
Tudo começou quando a polêmica envolvendo os motores Mercedes estourou em meados de dezembro, quando o portal inglês The Race publicou reportagem afirmando que a montadora havia encontrado uma solução inteligente para ampliar o limite da taxa de compressão, reduzida de 18:1 para 16:1 com a mudança no regulamento de 2026. Como resultado, calcula-se que os carros movidos pelo propulsor alemão ganhariam cerca de 0s3 por volta.

A brecha encontrada pela Mercedes estava na forma como a aferição era feita. Inicialmente, a FIA estabeleceu que a taxa de compressão dos motores de 2026 seria medida apenas com o motor fora da temperatura ideal de funcionamento na pista. Porém, a taxa de compressão do motor alemão aumentava quando estava aquecido. Ferrari, Honda e Audi enviaram carta conjunta à federação solicitando esclarecimentos, preocupadas com o impacto imediato na ordem de forças do grid.
E, durante a pré-temporada, mais do que velocidade, a Mercedes também mostrou confiabilidade. Após os seis dias no Bahrein, Antonelli foi o segundo mais rápido, com 1min32s803, e a equipe alemã completou 714 voltas (3.864 km). Os números são valiosos para a obtenção de mais dados para o desenvolvimento do W17.
Além disso, o motor Mercedes, que também impulsiona Alpine, McLaren e Williams, foi o que teve mais rodagem, com um total de 2.998 voltas (16.225 km), o que indica a alta confiabilidade do equipamento.
É bem verdade que a FIA chegou a um acordo para barrar a brecha encontrada pela Mercedes a partir do GP de Mônaco, oitava etapa da temporada. Porém, ainda assim, o time deve seguir competitivo, e Russell finalmente parece ter todos os elementos para buscar o primeiro título da carreira.
A Fórmula 1 retorna neste fim de semana, de 5 a 8 de março, com o GP da Austrália, abertura da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
GP da Austrália de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
| Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Treino livre 1 | 22:30 | 0:30 | 02:30 | 03:30 |
| Treino livre 2 | 02:00 | 04:00 | 06:00 | 07:00 |
| Treino livre 3 | 22:30 | 0:30 | 02:30 | 03:30 |
| Classificação | 02:00 | 04:00 | 06:00 | 07:00 |
| Corrida | 01:00 | 03:00 | 05:00 | 06:00 |
*Horário de Brasília
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