Guia F1 2018: Após ano explosivo na Force India, Pérez e Ocon partem para ‘round 2’ de olho no futuro na F1

A Force India chamou a atenção durante a temporada 2017, mas mais do que por seus resultados. Com Sergio Pérez e Esteban Ocon, a dupla da equipe de Silverstone travou batalhas nas pistas que chegaram a ser perigosas. Juntos novamente em 2018, os companheiros precisam provar que aprenderam a lição. E ambos também já estão de olho no futuro na F1

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A Force India se posicionou, mais uma vez, como a 'melhor do resto' em 2017. Com resultados impressionantes, a eficiente esquadra indiana ainda contou com uma forte dupla de pilotos para somar importantes pontos para a classificação e terminar o ano na quarta colocação, à frente de equipes com um orçamento consideravelmente maior, como Williams, Renault e McLaren. No entanto, o que parecia ser o trunfo do time rosáceo, também foi uma dor de cabeça.
 

A escuderia de Silverstone viveu um 2016 com uma dupla madura e experiente: Sergio Pérez e Nico Hülkenberg. No entanto, com a saída repentina do alemão para a Renault no fim do ano, tiveram de pensar rápido para substituí-lo, e foi quando optaram pelo jovem Esteban Ocon, com as bênçãos da Mercedes.
 
O que era uma aposta da Force India acabou tornando-se uma das brigas mais explosivas de 2017, e é inegável dizer que o relacionamento do mexicano e do francês foi um tanto quanto conturbado durante o campeonato. Mesmo longe da briga por vitórias, pódios e títulos, a dupla protagonizou embates roda a roda e chegaram a passar por situações até mesmo perigosas, como a emblemática disputa em Spa-Francorchamps. 
Sergio Pérez e Esteban Ocon: aprenderam a lição? (Foto: Force India)

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Olhando para trás, é possível tentar compreender o imbróglio entre os competidores. Experiente e veloz, Pérez, na equipe desde 2014 e como o competidor que mais conquistou pódios com as cores da escuderia, era natural que assumisse o posto de primeiro piloto e até mesmo líder, mas Ocon chegou para bater de frente com o companheiro, sem dar o braço a torcer para ordens e já chegando em alto para desafiá-lo. O novato provou ser não apenas rápido, mas corajoso e atrevido.
 

Então, a combinação de ambos se refletiu diretamente na tabela de tempos e na classificação das corridas. A verdade é que ninguém no grid teve performance tão parelha quanto os dois. No final de 2017, ‘Checo’ foi o sétimo com 100 pontos conquistados, com Esteban logo atrás, com 87 tentos somados. Diante desse cenário, fica fácil entender a razão pela qual a rivalidade entre a dupla ganhou contornos épicos e chegou, em certos momentos, a ofuscar a luta dos favoritos ao título. 
 
O início de temporada da equipe cor de rosa foi até bem positivo, mostrando que brigaria de igual para igual com a Williams. No entanto, depois do GP da Rússia, o time deu a entender que não deixaria tão facilmente o posto de quarta força do Mundial. Dito e feito. E aí a equipe acabou por engatar bons resultados e foi se distanciando da esquadra de Grove, então única rival. 
 
Ao mesmo tempo, o leite começou a azedar na relação entre seus dois comandados. De um lado, Esteban também queria provar seu valor e mostrar que era tão bom dentro da pista que a aposta em seu nome era válida. E foi então que tudo começou a acontecer, dando o pontapé inicial no Canadá e o ponto crítico sendo atingido em Spa-Francorchamps.
 
Em Montreal, ambos competidores tinham chances de subir ao pódio, e a luta começou a pegar fogo nas curvas canadenses, com a Force India liberando o embate entre eles. No final, Sebastian Vettel acabou superando ambos depois que Pérez, por teimosia e capricho, não permitiu a passagem do colega gaulês, para tentar neutralizar a estratégia ferrarista. Ali a luz amarela foi ligada pela primeira vez nos boxes indianos. 
 
Vieram então as provas seguintes, com novas rusgas no Azerbaijão, quando um toque entre os dois obrigou o time a interferir no que já não era mais apenas um leve desentendimento entre companheiros. Ordens de equipe estão em pauta, na tentativa de conter mais um embate perigoso entre amnos. Pois bem, mesmo após tudo isso, chegou o GP da Bélgica.
 
O ponto em que os colegas resolveram se atracar foi justamente a descida para a Eau Rouge. Pérez jogou Ocon contra o muro, a mais de 300 km/h, declarando de forma pública a guerra interna. Após o ocorrido, foram feitas trocas de acusações em declarações e posts nas redes sociais.
O ponto crítico do relacionamento entre Ocon e Pérez (Foto: Reprodução)

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O episódio, com razão, foi a gota que transbordou o balde de paciência da Force India. A partir de então, estavam estritamente proibidos de ter qualquer toque dentro das pistas. Uma semana depois, uma conversa entre os chefes e até mesmo empresários, os dois não tiveram chance a não ser fazer as pazes em frente às câmeras. E a paz durou até o final do campeonato. Ainda que a disputa entre os dois não tenha esfriado. Mesmo assim, a dupla foi capaz de garantir o top-4 para os indianos. 
 

Mas se engana quem acha que ambos conseguiram deixar as rusgas para trás complemente. Não há amizade ali, apenas uma relação mais cordial e respeitoso, mas, acima de tudo, estritamente profissional. A verdade é que ambos trabalham bem juntos. E a Force India sabe disso. Em uma temporada em que a briga do pelotão intermediário se desenha fortíssima, ter dois pilotos em um nível de excelência e competitividade como Pérez e Ocon se torna essencial. E um privilégio. 
 
A equipe não deve mais lançar mão de ordens de equipes. Os dois pilotos estão conscientes de seu papel. Tanto é assim que ambos veem 2018 de forma bem semelhante: “Será um ano importante”. A frase foi repetida por ambos durante os testes da pré-temporada, em Barcelona. E mais de uma vez. 
 
Não é segredo nenhum que Pérez se vê pronto para retomar um lugar em uma equipe de ponta. Esse é o seu objetivo. “Eu me sinto pronto. E acho que esse será um ano muito importante para mim. Mas precisamos trabalhar juntos. Eu acredito que será uma temporada difícil para todos, então temos de nos esforçar ao máximo”, afirmou o mexicano durante a pré-temporada, acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO, na Espanha.
 
Ocon, por sua vez, sabe que seu destino pode ser a Mercedes no futuro. E é para isso que trabalha, pelo desejo de provar que pode sentar no carro mais cobiçado na F1 em pouco anos e, finalmente, ter a chance de reviver as batalhas que teve com Max Verstappen na F3 Euro há alguns anos. "Nós provavelmente não passaríamos um feriado juntos, mas não há problemas entre nós. Há um bom clima na equipe e todos estão trabalhando muito neste momento. E eu acho que estou no melhor da minha forma."
 
Então, é diante desse cenário, que a dupla entra em 2018. A Force India tem novamente um trunfo nas mãos e será colocada à prova. Mas também tem a seu favor os planos futuros do duo. E é com isso que joga a partir deste fim de semana.

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