Guia F1 2018: Temporada abre com expectativa de duelo pelo penta entre favorito Hamilton e mordido Vettel

A temporada 2018 da F1 vive uma expectativa que há muito não havia: a de uma conquista histórica. Esse pode ser o ano em que os dois maiores nomes do esporte na última década podem entrar para os livros se alcançarem o pentacampeonato – algo que apenas dois pilotos, ao longo de mais de 60 anos de Mundial, foram capazes de fazer

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2018 PODE SER O ANO em que a F1 vai testemunhar uma conquista histórica. Isso porque os dois maiores vencedores da década começam a temporada em condições de tentar aquilo que só dois homens conseguiram em mais de 60 anos de trajetória da principal categoria do automobilismo no mundo. Lewis Hamilton e Sebastian Vettel dão o pontapé inicial, a partir deste fim de semana, na Austrália, na luta pelo pentacampeonato mundial – algo que só o lendário Juan Manuel Fangio e o multicampeão Michael Schumacher alcançaram. O primeiro ainda na década de 1950, enquanto o sucesso do segundo veio apenas no início dos anos 2000. Agora, é chegado o momento de um novo capítulo, pois. 

 
Embora tenham somado números impressionantes em atuações de gala em pouco mais de dez anos na F1, Hamilton e Vettel somente se viram em posição de uma briga direta por título em 2017. Guiando o veloz carro prata da Mercedes, o inglês iniciou o campeonato passado como favorito e ávido pela quarta taça do mundo, especialmente depois da derrota doída sofrida para o companheiro de equipe, Nico Rosberg, que se aposentara logo após a conquista maior da F1 – o que também tirou de Lewis a chance de uma revanche. Já Vettel trabalhou duro em Maranello e se apresentou fortíssimo na terceira temporada vestindo as cores da lendária equipe.

Ou seja, o nascimento de uma extrema rivalidade entre os dois, finalmente, era apenas uma questão de tempo. E ainda com o capricho de contar com duas figuras de personalidades completamente opostas. Enquanto o britânico é adepto de um estilo de vida altamente exposto nas redes sociais, transita bem entre as celebridades e é reconhecidamente um cidadão do mundo, o alemão é reservado ao extremo. Não se rendeu a nenhuma espécie de ‘@’, mantém a vida pessoal longe dos holofotes e a profissional apenas focada no vermelho Ferrari.   

Lewis Hamilton alcançou o quarto título no GP do México do ano passado (Foto: AFP)

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Donos de títulos, vitórias e recordes importantes, Vettel e Hamilton tiveram um início de embate marcado por um genuíno respeito recíproco. Os triunfos eram reconhecidos e enaltecidos, assim como as derrotas. Enfim, os dois sentiam que haviam, de fato, encontrado o rival que carimbaria os feitos e a excelência de suas carreiras. Mas essa reverência mútua durou somente até a oitava etapa do calendário, o GP do Azerbaijão. Em Baku, uma manobra questionável e um toque proposital, quando ambos lutavam pela primeira colocação na corrida, fez surgir a faísca que faltava para acirrar de uma vez a disputa. O incidente mudou a maneira de um ver o outro, essa é a verdade. Mas a sensação de que se enfrenta um cara igualmente forte do outro lado, essa permaneceu intacta. 

 
Enquanto a Mercedes tentava entender a sua ‘diva’ – apesar de veloz e potente, o W08 demonstrava comportamento instável em algumas pistas, e isso tirou o sono dos prateados até meados da segunda parte do ano –, a Ferrari seguia evoluindo e capitalizando em cima dos problemas dos rivais. Vettel fechou a metade do ano na liderança, 14 pontos à frente do rival. É claro que, eventualmente, a parte final do campeonato se mostrou mais cruel para o ferrarista, que se envolveu em acidentes e se viu às voltas com falhas de confiabilidade da SF70H. Aí o jogo virou para Lewis, que não desperdiçou a chance e tratou de assegurar o quarto título, se colocando em pé de igualdade com o rival. Ponto inicial da nova batalha. 
 
Portanto, é tendo esse passado recente ainda vivo na mente que os dois vão largar em Melbourne. Por tudo que fez em 2017, com direito a performances assombrosas e recordes – o inglês é o piloto agora que mais vezes saiu da pole e o segundo maior vencedor da história –, Hamilton vai alinhar no grid do Albert Park como grande favorito. Junte-se aí o fato de que o novo carro da Mercedes parece ser ainda melhor que antecessor. A esquadra prata deu um enorme passo à frente, criou linhas ainda mais elegantes para o W09 e praticamente anulou o comportamento de ‘diva’ que marcou o modelo anterior. O time chefiado por Toto Wolff se mostrou tão forte durante a pré-temporada que sequer se deu ao trabalho de testar em ritmo de classificação. Em corrida, usando compostos bem mais duros que a concorrência, os tetracampeões ainda foram 1s mais velozes. Quer dizer, Lewis sai em grande vantagem. E só quer mais.
 
"O que adoro mesmo é o desafio", disse o britânico em uma de suas últimas entrevistas durante a pré-temporada, na Espanha, acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO. "É por isso que estou aqui, na verdade. É aquela coisa de escalar uma montanha muita alta. Quando olho para essa temporada, penso em fazer ainda mais poles, lutar por mais vitórias. E inicio esse campeonato, como inicio todo o campeonato, como um novo começo. Quero melhorar ainda mais.  E isso significa que vou trabalhar mais forte do que nunca", garantiu.
Sebastian Vettel tem o peso da história da Ferrari nas costas (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

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Sebastian, por sua vez, é um homem com uma missão. Tetracampeão desde 2013, o ferrarista foi chamado para integrar a equipe vermelha em 2015, substituindo Fernando Alonso. A tarefa: tirar a mais tradicional das escuderias do grid de uma fila de títulos que já dura pouco mais de dez anos – a última taça de Pilotos veio em 2007, enquanto de Construtores, 2008. O ano passado mostrou que a aposta do time italiano em renovação foi acertada. E Vettel iniciou a temporada vencendo e se colocando forte frente à poderosa Mercedes. A confiabilidade, no entanto, acabou sendo o calcanhar de Aquiles, assim como o intempestivo temperamento de Seb. Agora, a meta é reencontrar o caminho para voltar ainda mais competitivo.

 
Os testes da pré-temporada mostraram que a Ferrari possui um carro rápido e confiável. Mas ainda não está claro o verdadeiro desempenho em ritmo de corrida. Essa resposta talvez só venha em Melbourne, o que certamente, ainda que não assumam, coloca uma pulga atrás da orelha dos prateados. Por isso, Vettel dá sinais de urgência nesta busca por tirar a Ferrari da fila. E vem mordido, ávido pela vendeta.
 
"É sempre um longo tempo se você não vence há mais de um ano", respondeu o #5 aos jornalistas após o primeiro dia de testes com a Ferrari, na Catalunha. "Quero ter a certeza de que posso trazer o título para cá, essa é a nossa grande ambição, a nossa meta, levar os dois campeonatos de volta a Maranello", acrescentou.
 
Portanto, o carro-chefe deste início de temporada é o duelo pelo penta, mas a F1 tem muito mais a oferecer. A temporada que começa neste 25 de março também tem outros coadjuvantes importantes. E um deles é a Red Bull. A equipe austríaca construiu um carro rápido e bem estável. É verdade que escondeu o jogo em Barcelona, mas também é certo dizer que os energéticos estão no páreo. Logo atrás, vem a dura briga do pelotão intermediário, que, para esse ano, surge ainda mais feroz. Neste momento, a Renault é quem lidera o grupo, mas tem no encalço uma interessante Haas, uma surpreendente Toro Rosso e uma complicada McLaren. A Force India, dona do quarto lugar nos últimos dois anos, ainda precisa mostrar mais, enquanto Williams e Sauber tentam se entender com seus pilotos e carros. 
 
Embora não tenha havido uma alteração drástica de regras – a não ser o número menor de motores por ano, essencialmente -, um elemento chama atenção nos modelos de 2018: o Halo. A peça, que se parece com um arco ao redor do cockpit, veio como um fator obrigatório e que tem como objetivo ampliar a segurança do piloto dentro do habitáculo. Apesar de agora quase não causar tanta estranheza, o recurso ainda precisa de ajustes. E muitas vozes críticas se ergueram durante os testes em Barcelona. Diversos pilotos apontaram problemas para sair e entrar no carro, mas ninguém se queixou da visibilidade e teve gente que até gostou do equipamento na chuva. “Não deixa os pingos atingirem a viseira”, disse Carlos Sainz certo dia. Agora, é entender como se comporta em corrida. Mas, sem dúvida, é um ponto de virada na concepção mais tradicional do que se entende de monopostos.
O Halo parece cada vez mais comum (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

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E falando em conceitos e tradição, a F1 abre 2018 para uma nova era, de fato. Depois de um ano de experimentos e aprendizado, o Liberty Media agora pretende colocar todas as novidades e os avanços em prática. Já lançou o F1 TV – no Brasil, ainda não há previsão – e vai exibir novos grafismos para a transmissões, além do fortalecimento das mídias digitais e da interação com o público. 

 
2018 é um marco em muitos sentidos na F1, portanto. A temporada carrega o sabor do novo, mas também da história sendo escrita. Diante desse cenário, o GRANDE PRÊMIO preparou um amplo material que detalha cada aspecto desse novo campeonato. Traz a visão da cobertura ‘in loco’ dos testes coletivos, bem como a análise de tudo que o leitor precisa saber para saborear o Mundial que tem largada na madrugada do próximo domingo. E cobertura AO VIVO e em TEMPO REAL

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