Haas diz que teto orçamentário não vai aproximar equipes, mas “é primeiro passo”

Guenther Steiner, chefe da Haas, apontou que o modelo de teto orçamentário, instalado na categoria para 2021, é necessário para resolver o problema de diferenças entre as equipes grandes e médias do grid. Mas não vai resolver, garantiu

Novata no grid, a Haas é uma das equipes que se colocou abertamente em favor de um teto orçamentário na Fórmula 1 que consiga controlar a diferença entre as principais equipes e o pelotão intermediário. Agora, o regulamento anunciado de 2021 prevê o teto, algo que anima Guenther Steiner. O chefe do time norte-americano não se emociona, no entanto: para ele, vai demorar para que 'F1 A' e 'F1 B' passem a habitar o mesmo planeta.
 
Steiner fez o comentário em entrevista exclusive que concedeu ao GRANDE PRÊMIO durante o fim de semana do GP do Brasil, em Interlagos. Segundo ele, o teto orçamentário é necessário, mas apenas um passo no caminho da resolução do problema. Vai demorar até que a questão seja, de fato, resolvida.
Kevin Magnussen (Foto: Haas)
"Eu acho que vamos trabalhar bem em 2021. O carro parece bom, espero que é isso que eles queiram, que as ultrapassagens aconteçam. Estamos trabalhando muito. Acho que o alvo para aproximar os times é o teto orçamentário, porque estamos muito longe dos grandes times. Vai aproximar? Não, mas é um primeiro passo, e podemos ter um segundo passo nos próximos anos", disse. 
 
"Se você pensar, essa distância não aconteceu nos últimos dois anos. Tem sido construída nos últimos 20. Vai demorar bastante para aproximar. Você não pode esperar que os grandes times tenham um orçamento baixo do nada, porque eles não têm interesse. Isso era para ter acontecido dez anos atrás", declarou.
 
A reportagem completa com Steiner virou uma seção Grandes Entrevistas do GRANDE PREMIUM e pode ser encontrada aqui.
 

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