Haas espera “recursos” da Toyota para sair de “situação de sobrevivência” na F1

Ayao Komatsu, chefe da Haas, detalhou como parceria técnica com a Toyota ajuda a equipe com “recursos” para realizar novas atividades

A Haas anunciou na noite da última quinta-feira (10) uma parceria técnica com a Toyota a partir do GP dos Estados Unidos, que acontecerá no dia 20 de outubro. No anúncio oficial, a equipe norte-americana fez questão de deixar claro que se trata de uma aliança comercial com a montadora japonesa e não um patrocínio. Ayao Komatsu, chefe do time, detalhou que o acordo vai providenciar a Haas com recursos que a escuderia não tinha antes para realizar novas atividades. 

O dirigente pontuou que a parceria firmada com a Toyota fará com que a Haas tenha os meios para participar de testes com carros anteriores, algo que destacou como “muito importante para o treinamento de funcionários”. Atualmente, a Haas é a menor equipe do grid, com cerca de 300 empregados à disposição. 

Komatsu afirmou que é importante desenvolver e treinar mais funcionários com essa parceria em andamento para ter “pessoas de backup” na equipe da Fórmula 1. Até o momento, sem muitas alternativas caso um engenheiro precise se ausentar de um GP, a Haas vive em uma “situação de sobrevivência”, como descreveu o chefe do time. 

“Somos a menor equipe do grid. Não temos certos recursos e capacidades para entender algumas coisas. Em termos de ser mais competitivos no meio do pelotão, estamos buscando alguém que nos forneça mais recursos. A Toyota Gazoo Racing nos oferece exatamente isso. Poderemos realizar algumas atividades, como ter um simulador e o teste com carros anteriores”, disse.

Marca da Toyota Gazoo Racing estampa a asa dianteira da Haas (Foto: Toyota Gazoo Racing)

“O teste com carros anteriores é muito importante para o treinamento de pessoal. Temos pouco mais de 300 funcionários. Se um engenheiro de corrida ou de desempenho decidir sair ou tiver um programa que o impeça de comparecer a uma corrida na qual estamos enfrentando dificuldades, vamos ficar sempre no limite. Para melhorar a organização, não podemos ter esse tipo de situação de sobrevivência como base, precisamos construir uma organização. Então, por meio do teste com carros anteriores, podemos começar a treinar os engenheiros e mecânicos para termos pessoas de backup lá”, continuou. 

Outro ponto levantado por Komatsu é a ausência de um simulador na sede da equipe em Banbury, na Inglaterra. Agora, com a chegada da Toyota, a Haas terá recursos financeiros e de mão de obra para poder investir em um programa de simulador.

“Nunca tivemos um simulador em Banbury. Temos um número muito limitado de pessoal. Temos o que se vê na pista, não há muitas pessoas por trás disso. Então, imagine fazer uma sessão de simulador na Itália entre as corridas”, comentou.

Haas forma parceria técnica com Toyota (Foto: Divulgação)

“Não posso pedir aos colaboradores baseados no Reino Unido que voltem dessas 24 corridas e depois passem mais dez semanas na Itália para fazer sessões de simulador. Sem essa parceria, é muito difícil termos um programa de simulador”, encerrou.

Atualmente, a Haas está na sétima colocação do Mundial de Construtores, com 31 pontos somados.

A Fórmula 1 agora volta entre os dias 18 e 20 de outubro para o GP dos Estados Unidos, em Austin.

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