Hamilton lembra condição de estreante na McLaren e “vê muito de si mesmo em Leclerc” na Ferrari

Lewis Hamilton comentou sobre a situação de Charles Leclerc ser sempre vítima das ordens de equipe da Ferrari. O inglês disse entender como o monegasco se sente, chegando a traçar um paralelo de quando estreou na Fórmula 1 com a McLaren

Chegou a vez de Lewis Hamilton comentar sobre as ordens de equipe da Ferrari contra Charles Leclerc. O inglês mostrou se simpatizar com o monegasco, fazendo um paralelo com a situação que enfrentou quando pilotou pela McLaren.
 
O #16 fez sua estreia no time italiano em 2019. Entretanto, mostrando bom desempenho e chegando a fazer frente a Sebastian Vettel, foi vítima das ordens da equipe nas três primeiras corridas do ano, sempre ordenado a ficar atrás do alemão, ou deixando-o passar.
 
Falando sobre o assunto, o pentacampeão afirmou que toda a situação o lembrou da temporada de 2007, em que tinha Fernando Alonso como companheiro. “Acho que ele é um pouco mais novo do que eu era, um ano ou quase isso, mas quando se é jovem, lembro que queria chegar à Fórmula 1 o mais cedo possível”, disse.
 
“E então, quando cheguei lá, queria vencer o quanto antes e vencer o campeão que corria contra. Então é muito, muito similar. Vejo muito de mim mesmo em Charles, e ele está fazendo um bom trabalho até o momento com realmente grandes expectativas em uma enorme equipe como a Ferrari”, continuou.
Lewis Hamilton (Foto: McLaren)

Naquele campeonato, a dupla da McLaren engatou uma tensa disputa interna, buscando assumir o protagonismo da equipe. No final, o inglês e o espanhol terminaram empatados na classificação, com apenas um ponto de desvantagem para o campeão Kimi Räikkönen.
 

“Minha filosofia como piloto sempre foi que apenas queria uma oportunidade igual. Apesar dessas equipes, há sempre alguns cenários em que há um campeão mundial que quer ser o número um e então você se torna o número dois em um papel de apoio”, pontuou.
 
“Enquanto é uma posição privilegiada para se estar, vai de encontro a seu valor, pois é um piloto no coração. É por isso que estou dizendo que entendo como Charles se sente, pois em seu coração acredita que é o melhor ou tem potencial para isso, e é quase como ter sua luz ofuscada como piloto”, encerrou.
 
Toto Wolff, chefe da Mercedes, também deu seu parecer sobre o caso. Apesar de ver uma situação complicada para a Ferrari, mostrou entender a equipe italiana, que precisa lidar com dois pilotos alfa.
 

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