F1

Hamilton lembra “fim de semana bíblico” no GP da Alemanha, mas avisa: “Não rezo para vencer”

Lewis Hamilton nunca escondeu sua fé, mas também deixou claro que não pede aos céus para vencer uma corrida, por exemplo. O pentacampeão, contudo, disse que rezou para espantar a negatividade no GP da Alemanha. O desfecho daquela prova mudou os rumos do campeonato
Warm Up / Redação GP, de Sumaré
 Lewis Hamilton (Foto: AFP)
“Havia muita negatividade naquele fim de semana. E, para mim, isso é como o diabo. Gosto de brilhar na escuridão, e quando vejo tanta negatividade, dou a volta por cima. Para mim, o sol brilhava mesmo com a chuva. Foi um fim de semana bíblico...”. Foi assim que Lewis Hamilton descreveu a etapa que mudou definitivamente os rumos da temporada 2018 do Mundial de F1. O GP da Alemanha tinha tudo para consolidar a liderança de Sebastian Vettel no campeonato. O piloto, que triunfou duas semanas antes, em Silverstone, caminhava para uma vitória certa. Até que a Ferrari do tetracampeão escorregou no asfalto úmido no trecho do estádio, foi para a brita e parou na barreira de pneus. Hamilton tomou a dianteira, venceu e arrancou de vez rumo ao penta.
 
Hamilton jamais escondeu sua faceta religiosa, que está presente no discurso, nas muitas das suas tatuagens, como “Deus é grande”, escrita no seu pescoço. Entretanto, o piloto disse que não costuma pedir aos céus para vencer uma corrida ou um título. 
 
“Não rezo para vencer. Não rezo para ter boa sorte. Sei que posso ser grande, mas há algumas coisas que aparecem no caminho e nem sempre você consegue ser grande. A religião simplesmente me permite agir com liberdade”, comentou o pentacampeão em entrevista à revista ‘Motorsport Magazine’. 
A vitória emblemática de Lewis Hamilton em Hockenheim marcou sua arrancada rumo ao penta (Foto: Beto Issa)
À emissora BBC, Hamilton recordou o fim de semana do GP da Alemanha. Naquela prova, Vettel conquistou a pole-position, enquanto o britânico quebrou no Q1 e largou apenas em 14º lugar. Tudo parecia pronto para a grande festa do rival diante da torcida em casa. Até que, literalmente, Lewis teve uma ajuda dos céus.
 
“Se você soubesse tudo o que disse nas minhas orações... Não era previsível. Não pedi, nas minhas orações, para que chovesse, mas foi como um sinal”, disse.
 
Na visão de Hamilton, muito além da ajuda divina, a força mental foi o que definiu o título em seu favor nesta temporada. Para comprovar sua tese, Lewis considerou que a Ferrari teve, muitas vezes, o melhor carro do grid, mas que a reação, iniciada justamente com a vitória em Hockenheim, deu grande força para o piloto da Mercedes confirmar o penta, conquistado no último domingo (28) no México.
 
“Quanto aos pilotos, o aspecto mental tem sido a chave. A Ferrari foi muito forte em alguns momentos da temporada e no começo do ano havia certa incerteza sobre como poderia terminar o campeonato. Os melhores momentos do ano foram quando estávamos atrás e não parecia ser tão bom, mas conseguimos reagir”, salientou.
 
“Isso é o que marca a grande diferença neste ano. É algo que toda a equipe pode se orgulhar. Quando você comete um erro, como piloto você enfrenta momentos difíceis psicologicamente. Acho que isso é o que aconteceu com Sebastian na Alemanha. Mas ninguém poderia ter previsto que iríamos vencer depois de Hockenheim ou Monza, ou, particularmente, em Singapura”, finalizou o mais novo pentacampeão do mundo.
 
E o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 acontece este ano nos dias 9, 10 e 11 de novembro, no autódromo de Interlagos. Os ingressos para a corrida estão disponíveis no único site oficial do evento: www.gpbrasil.com.br