Hamilton vai para Ferrari com Wolff e Vettel deixa F1 após 2020, crava Jordan

Ex-dono de equipe e comentarista de F1 na TV britânica, Eddie Jordan não se furtou ao falar sobre o mercado de pilotos a partir de 2021. Na visão do irlandês, Sebastian Vettel vai deixar a Ferrari e o esporte ao fim da próxima temporada e vai dar lugar a Lewis Hamilton na escuderia de Maranello que, por sua vez, vai contratar Toto Wolff como uma espécie de “equalizador”

Grande assunto deste fim de 2019 na F1, a possibilidade de Lewis Hamilton assinar com a Ferrari para a temporada 2021 foi abordada por Eddie Jordan. O antigo dono de equipe e atual comentarista na TV britânica não se furtou a falar sobre a pauta e foi taxativo: para o irlandês, Hamilton vai se transferir para Maranello ao lado de Toto Wolff.

 
“Estou absolutamente seguro de que, em 2021, Hamilton vai para a Ferrari. Toto Wolff vai como equalizador para seu novo destino para [Hamilton] não ir exposto”, declarou o ex-dirigente durante o programa ‘Top Gear’, veiculado pela emissora BBC. 
 
Na visão de Eddie, os comentários recentes de Hamilton a respeito do futuro de Toto Wolff na Mercedes são indícios de uma possível saída ao fim da próxima temporada.
Toto Wolff e Lewis Hamilton juntos na Ferrari? É o que diz Eddie Jordan (Foto: Mercedes)
“Lewis já mencionou o contrato de Toto em mais de uma ocasião, e isso é algo pouco habitual entre os pilotos. Além disso, Lewis só iria para a Ferrari com alguém que o pudesse proteger de não se ver obrigado a trabalhar para Leclerc, e este alguém é Toto”, declarou.
 
Eddie aproveitou para alfinetar Mattia Binotto. O atual chefe da Ferrari, que neste ano foi promovido à função depois da dispensa de Maurizio Arrivabene, era então responsável pelos motores da equipe de Maranello. 
 
Mas para o irlandês, Binotto falha por não conseguir gerir bem o relacionamento entre seus pilotos, como Charles Leclerc e Sebastian Vettel. Jordan vê Wolff como o nome ideal neste quesito.
 
“A Ferrari não tem uma pessoa que dirija esta equipe desde a garagem, em termos de como estruturar uma estratégia de corrida. Toto é muito bom nisso e gostaria de vê-lo algum dia na Ferrari. Ele é muito bom ao gerir as relações entre seus pilotos”, disparou.
 
Questionado sobre Sebastian Vettel, que perderia vaga caso Hamilton seja contratado, Jordan aposta na sua retirada das pistas, mas também apontou um outro cenário menos provável.
 
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“Vettel? Ele vai se aposentar ao fim de 2020. Ele não pode voltar para a Red Bull porque não bateria Verstappen. No entanto, se a Mercedes decidir ficar na F1, Vettel poderia dar certo lá. Seria um prêmio de consolação por perder Lewis”, complementou.

 
Jordan é um dos personagens que gravitam no paddock da F1, tem sua influência e, portanto, acesso a informações privilegiadas. Eddie tem no seu currículo acertos como a informação sobre a volta de Kimi Räikkönen para a Ferrari, em 2014, mas outras situações não se concretizaram.
 
 
Na temporada 2017, Jordan veio a público para informar que a McLaren negociava a volta da Mercedes como fornecedora de motores para o ano seguinte. Naquela época, a escuderia britânica vivia o auge da crise e falta de resultados e tinha a Honda como sua parceira. A McLaren fechou contrato com a Renault, válido por três anos, e só vai voltar para a Mercedes a partir de 2021.
 
Por fim, no mesmo ano de 2017, Jordan disse que “talvez a Mercedes deixe a F1 ao fim de 2018.  Se eles lutarem por títulos em 2017 e 2018, acho que eles vão optar por vender a equipe e seguir na F1 apenas como fornecedora de motores. Eu faria o mesmo. A Mercedes se provou capaz de vencer tudo. Mas, daqui em diante, as coisas só podem piorar. Eu tive uma longa conversa com o Zetsche [chefe da Daimler, dona da marca Mercedes] em Mônaco, passei minhas ideias, e não fiquei com a impressão de que ele achou que estava errado. Mas é óbvio que ele não entrou em detalhes”, declarou.
 
A Mercedes continuou vencendo em 2017, 2018 e 2019 e segue envolvida com o Mundial de F1. À época, o comentário de Eddie Jordan foi duramente criticado por Toto Wolff. 
 
“Mônaco é um lugar em que as pessoas gostam de fazer festas e parece que alguém fez demais. A informação não tem qualquer base e não reflete nada além de uma especulação maliciosa de um indivíduo. A Mercedes tem contratos sólidos até 2020 a respeito de sua participação na F1, e hoje está discutindo o próximo ciclo do esporte com os novos donos”, disse Wolff, por meio de comunicado.

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