Hockenheim põe GP da Alemanha em xeque após 2016 e pede “casa cheia” para garantir F1 no futuro

Georg Seiler, diretor do circuito de Hockenheim, deixou claro que só vai conseguir manter o GP da Alemanha para além de 2016 caso consiga ter um bom retorno do público na corrida do ano que vem, que marcará o regresso da corrida depois da ausência do calendário de 2015. Toto Wolff entende que povo alemão atravessa uma “pequena ressaca”, causada pelo êxito esportivo do país nos últimos anos

Na última semana, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) divulgou o calendário provisório da temporada 2016 do Mundial de F1 e confirmou o retorno do GP da Alemanha, de fora do cronograma deste ano devido à falta de acerto financeiro envolvendo Bernie Ecclestone, chefe supremo da categoria, os promotores da prova e o circuito de Hockenheim. Mas o retorno do tradicional evento para o ano que vem não significa ainda um acordo de longo prazo. É o que diz Georg Seiler, diretor de Hockenheim.

Mesmo com o automobilismo alemão em grande fase nos últimos tempos, tendo em Sebastian Vettel o piloto mais vitorioso desta década, o GP da Alemanha perdeu interesse junto aos fãs. Na última vez que a corrida foi disputada em Hockenheim, no ano passado, o público que acompanhou a vitória de Nico Rosberg foi estimado em 50 mil, apenas a metade em comparação com os tempos em que Michael Schumacher guiava diante do povo alemão na década passada.

Hockenheim recebeu público bem reduzido nos últimos anos, mesmo com o automobilismo alemão em alta (Foto: Beto Issa)

Por isso, Seiler entende que é fundamental ter um bom público em 2016 para que a corrida tenha sobrevida em Hockenheim. “Precisamos ter casa cheia no ano que vem para que a F1 tenha um futuro. Temos de dizer ao nosso público: venha para a corrida ano que vem e garanta o futuro da F1 em Hockenheim”, declarou o dirigente à agência de notícias ‘DPA’.

Ainda segundo a agência, Hockenheim tem contrato para 2016 e 2018, restando ainda um acerto para 2017, uma vez que tudo dependerá das condições econômicas de Nürburgring, que recebia o GP da Alemanha em sistema de rodízio com Hockenheim nos últimos anos, mas enfrentou diversos problemas financeiros, que resultaram na não-realização da prova neste ano.

Seiler se mostrou otimista em reunir um bom público no ano que vem em Hockenheim. Da mesma opinião partilha Toto Wolff, diretor esportivo da Mercedes.

“O fato é que há uma pequena ressaca na Alemanha sobre a F1, os esportes em geral e os heróis nacionais. Tivemos Michael Schumacher campeão cinco vezes seguidas, Sebastian Vettel quatro vezes seguidas, a seleção alemã vencendo a Copa do Mundo. Acho que eles ganharam tudo. Então talvez ficar um ano fora e voltar no ano seguinte pode ser algo bom”, declarou o austríaco em entrevista ao diário britânico ‘The Independent’.

Para 2016, contudo, Wolff não tem dúvidas de que a corrida vai acontecer. “Nós estaremos na Alemanha ano que vem. A corrida vai acontecer com 100 por cento de certeza. O orçamento está lá, isso é fato. Bernie Ecclestone, a Mercedes e os promotores em Hockenheim tentaram levantar fundos para a corrida deste ano, mas não conseguimos fechar o orçamento.”

“Houve um impacto na Mercedes a partir da perda do GP da Alemanha, mas é uma pena que não podemos desfilar com nossos carros diante dos nossos fãs e também dos parceiros da Daimler, então estaremos lá no ano que vem”, assegurou.

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