Honda descarta reformulação de projeto da F1 e cita dificuldade de adaptação para rejeitar novas contratações

Chefe da Honda, Yasuhisa Arai avaliou que a fábrica nipônica não precisa reformular seu projeto para F1 para conseguir os resultados desejados. Dirigente afastou a ideia de contratar profissional com experiência no Mundial por entender que a dificuldade de adaptação atrasaria ainda mais a evolução

A Honda segue confiante de que seu programa na F1 não precisa de uma reformulação completa. No primeiro ano da renovada parceria com a McLaren, as coisas tem sido mais difíceis que o esperado, com o time somando apenas cinco pontos nas primeiras nove etapas do ano.
 
Ainda assim, Yasuhisa Arai, chefe da Honda, segue confiante de que o caminho trilhado junto com a McLaren dará frutos em breve.
Yasuhisa Arai é diretor de competições da Honda (Foto: Getty Images)
“Acho que dos dois lados, em termos de aerodinâmica e potência, há um bom progresso”, avaliou Arai em entrevista à publicação norte-americana ‘Motorsport.com’. “A área aerodinâmica precisa de mais tempo. Nós ainda não rodamos o suficiente, então precisamos de mais informações para investigar o que aconteceu com o novo kit aerodinâmico. Mas acho que, corrida após corrida, nós estamos melhorando”, opinou.
 
“Além disso, do lado da unidade de potencia, não havia preocupação durante o fim de semana [do GP da Inglaterra]. Acho que quase resolvemos nas áreas de confiabilidade, então temos de passar para o lado da performance depois de Silverstone”, declarou.
 
 
Arai, no entanto, não acredita que uma mudança assim traria benefícios, especialmente em curto prazo.
 
“Nós discutimos isso com a McLaren e tomamos a decisão junto com eles, pela experiência na gestão de motor”, explicou. “Isso é muito importante. Nós passamos muito tempo com eles e finalmente tomamos uma decisão”, seguiu.
 
“E, por outro lado, com a unidade de potência, é muito difícil para a McLaren ajudar diretamente. Algumas ideias e alguma ajuda são sempre importantes, e nós já discutimos isso bastante. Existe uma boa relação”, assegurou.
 
 Além disso, Arai também rejeitou a ideia de contratar funcionários de equipes rivais. “Acho que isso é muito difícil”, avaliou. “Primeiro que nosso método de desenvolvimento — acho que cada companhia é diferente”, continuou.
 
“Então se alguém tem uma boa experiência, seria muito difícil se envolver com a nossa companhia. Então até um ‘por favor, venha agora’ seria muito difícil. Levaria, talvez, um ano ou dois”, ponderou.
 
Enquanto a McLaren cobra da Honda um melhor desempenho dos motores, a fábrica japonesa também pede uma melhora no bólido britânico.
 
“A Honda sempre tem pressão: não só da McLaren, mas também da própria companhia. É normal”, declarou Arai. “Nós estamos pressionando: por favor, aumente e melhore a aerodinâmica e o downforce. Agora o downforce é tão fraco que o piloto não pode pressionar o pedal depois da curva. Nós perdemos tempo e, por fim, a velocidade final é menor que a dos times top, então precisamos de mais tração”, apontou.
 
“Se a aerodinâmica for ficando melhor a cada corrida, então seremos mais competitivos”, garantiu.
 
Por fim, o chefe da Honda afirmou que as próximas semanas são muito importantes para a estratégia de longo prazo de melhorar a performance passo a passo.
 
“As próximas semanas são muito importantes para nós”, ressaltou. “É muito bom desenvolver a tecnologia do lado da performance e descobrir o quão efetiva a performance será. E avaliar o passo de performance depois da pausa de verão. É passo a passo”, seguiu.
 
“Algumas áreas ainda precisam de mais tempo e nós precisamos pensar profundamente sobre quando usar as fichas de desenvolvimento e em que área”, concluiu.

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