Horner diz que dono da Red Bull “está desiludido com a F1”. Mas garante trabalho para manter time no grid

Se depender de Christian Horner, a Red Bull permanece na F1 e cumpre com o que foi acertado com Bernie Ecclestone, mantendo o time pelo menos até 2020. Entretanto, o britânico terá a dura missão de convencer Dietrich Mateschitz que seguir no esporte é a melhor opção

Na esteira do ultimato dado pela Red Bull à Ferrari e à própria F1 durante a semana, Christian Horner falou sobre a indefinição a respeito do futuro da equipe no esporte. Em entrevista coletiva logo após as atividades de pista nesta sexta-feira (25) em Suzuka, o chefe da equipe tetracampeã do mundo deixou claro que não medirá esforços para convencer o dono da empresa, o austríaco Dietrich Mateschitz, a continuar no grid. Entretanto, Horner reconhece que sua missão é espinhosa, uma vez que reconhece que o empresário “está um pouco desiludido com a F1”.

Por meio de um editorial publicado na revista ‘Speedweek’, a Red Bull reforçou que deixará a F1 se não encontrar um motor competitivo em 2016. A união vitoriosa com a Renault será encerrada ao fim desta temporada e, diante da recusa da Mercedes e da fase ainda de desenvolvimento da Honda no seu retorno à F1, a Ferrari surge como única opção.

Dietrich Mateschitz não anda lá muito contente com a F1. Horner trabalha para convencer empresário a manter equipe (Foto: Getty Images)

Mas a Red Bull praticamente exige que a Ferrari lhe venda a sua última geração de motores, usados pelos carros da equipe de fábrica. Por isso, a equipe de Milton Keynes faz pressão para tentar garantir o melhor equipamento para voltar a vencer na F1.

Diante de tal indefinição, o chefe da Red Bull procurou mostrar que existe, sim, a possibilidade de saída da equipe da F1. “Dietrich não fala com muita frequência, então, quando ele faz isso, você tem de sentar e tomar nota. Ele está um pouco desiludido com a F1 no momento, e ele foi muito enfático com esta declaração. Faz parte do meu trabalho tentar encontrar uma solução”, disse Horner.

“Temos comprometimento com a F1, temos nossa força de trabalho, um time talentoso, e estou fazendo meu melhor para garantir que vamos encontrar um motor competitivo para a equipe no ano que vem. Se não for o caso, então existe um risco”, afirmou o ex-piloto e dirigente, deixando claro que só interessa para a Red Bull estar entre as melhores.

“A posição da Red Bull é diferente da Ferrari, McLaren, Williams. A F1 tem de fornecer uma plataforma de retorno de marketing global. Para fazer isso, você tem de ser capaz de não ficar restrito em termos de ferramentas que você tem à disposição”, completou.

Em teoria, a Red Bull tem um acordo com a F1 no qual se compromete a seguir no grid ao menos até 2020. Entretanto, Horner usou as palavras do próprio chefe supremo do esporte para dizer que, no fim das contas, tudo depende do desenrolar da situação atual.

“Como Bernie Ecclestone diria, as circunstâncias mudam. As circunstâncias agora parecem diferentes de quando nós firmamos o acordo. Nossa intenção é encontrar uma solução. Estamos trabalhando muito nos bastidores para encontrar uma solução. Mas algumas coisas fogem ao nosso controle. Tenha certeza de que todos os esforços estão em garantir que a Red Bull ficará aqui até 2020 e, espero, além disso, mas há algumas grandes questões que precisam ser respondidas”, concluiu Horner, abrindo mais um capítulo na pressão imposta pela Red Bull à Ferrari e à F1.

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