Infográfico: GRANDE PRÊMIO mostra ‘Tomates Verdes Fritos’ com os carros da Caterham até 2014

Surgida como Lotus, equipe sempre apostou na beleza aerodinâmica e se tornou a mais pomposa das nanicas do grid da F1. Sem resultados decentes, contudo, o time resolveu radicalizar para 2014 e apresentou bico duplo inovador. Agora, sofre com o mau desempenho dos problemáticos motores turbo da Renault

 
Nascida sob a insígnia nobre e imponente da Lotus, a Caterham conseguiu, ao longo de sua curta história, se tornar a mais vistosa das pequenas do grid da F1 atual. 
 
Mantendo em seu esquema de cores o sempre belo 'British Green', o time habitualmente constrói carros suaves e agradáveis aos olhos dos fãs da categoria, embora tenham sido sempre pouco ousados e quase nada competitivos – em quatro anos sob o comando do magnata Tony Fernandes, dono da Air Asia, nenhum ponto foi conquistado.
 
O projeto de ser um time ao menos médio sempre esteve presente, e jamais faltaram recursos e boas ideias para tal. A parceria com a poderosa Renault, iniciada em 2011 – ainda nos tempos de Lotus – visava alavancar a escuderia verde ao meio do pelotão. O que se viu, no entanto, foi uma crescente involução que culminou na lanterna do campeonato passado, perdendo o penúltimo lugar para a sempre inexpressiva Marussia.
 
A falta de ousadia custou caro à nova Caterham. O novo regulamento técnico e aerodinâmico para 2014, contudo, acendeu a luz criativa dos anglo-malaios e abriu a perspectiva de tentar o 'pulo do gato' fazendo uma leitura única e peculiar da polêmica parte frontal do carro. Com isso, as linhas suaves de seus antecessores deram lugar a uma medonha protuberância cilíndrica nascida por baixo de 'outro' bico, quase quadrado, na altura dos pneus dianteiros. Uma solução no mínimo inusitada.
 
O polêmico CT05 se tornou de cara o carro mais chamativo do novo grid e apresentou bom desempenho no pouco tempo em que esteve na pista nos testes de Jerez de La Frontera, na Espanha. O problema, agora, é outro: a baixa confiabilidade dos motores Renault turbo. A chegada de Kamui Kobayashi, contudo, pode representar um trunfo para a escuderia na sua eterna busca por um lugar ao sol – sonho de muitos, realidade de poucos.
 
Confira abaixo a evolução da Caterham (clique sobre a imagem para ampliá-la):
A evolução da Caterham, de 2010 a 2014 (Arte: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

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