Hadjar se anima com novos F1, mas diz: “Queria competir com carros super-rápidos”
Isack Hadjar analisou que novos carros da F1 exigem que pilotos "usem mais o cérebro", mas disse que há espaço para oportunidades e que lutar por vitórias "é o que importa"
Isack Hadjar escolheu o lado otimista ao ser questionado sobre os novos carros da Fórmula 1, mas disse que gostaria de pilotar bólidos mais rápidos. Durante os testes do Bahrein, o piloto da Red Bull não abraçou as duras críticas de Max Verstappen aos monopostos atuais e disse que lutar por vitórias contra os melhores “é o que mais importa.”
“Tenho certeza de que a emoção de lutar por vitórias contra os melhores pilotos ainda estará presente, e isso é o que mais importa. Mas, ainda assim, gostaria de fazer isso em carros que são super, super-rápidos. Isso torna tudo um pouco melhor”, opinou em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO.
A questão envolvendo os novos carros da F1 virou ponto de discussão após a dura crítica encabeçada por Verstappen. Os carros são menores, mais leves e contam com uma nova aerodinâmica. As unidades de potência, por sua vez, são abastecidas com combustíveis sustentáveis e possuem 50% da potência proveniente da parte elétrica.
Além disso, os pilotos têm à disposição os modos boost, ultrapassagem e recarga. As unidades de potência agora apresentam três vezes mais energia elétrica do que as utilizadas até 2025, chegando a 350 kW em vez dos 120 kW.

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Para Hadjar, é preciso usar mais a cabeça para pilotar do que o instinto como piloto. Essa é a grande diferença, mas que também abre mais chances a todos.
“Precisamos usar um pouco mais o cérebro. Ficou um pouco mais difícil para todo mundo, é menos natural para pilotar. Mas há mais oportunidades de fazer a diferença, isso é certeza”, ponderou.
“Não acho que os carros são mais reativos, você tem menos pressão aerodinâmica ou menos resposta. Acho que parece assim porque eles têm menos pressão aerodinâmica, estão deslizando um pouco mais e são menores. Então, de certo modo, em baixa velocidade, todas as curvas de baixa ou média velocidade não parecem muito diferentes do ano passado. O mais engraçado é que está a quilômetros de distância”, completou o piloto da Red Bull.
A Fórmula 1 volta de 18 a 20 de fevereiro, também no Bahrein, com a segunda e última bateria de testes coletivos da pré-temporada 2026. Depois, segue para a Austrália, palco da abertura do campeonato, em 8 de março.
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