Hamilton “reza todos os dias” para fim dos quiques e se diz curioso por impacto da FIA
Lewis Hamilton está na Áustria, mas o foco é no GP seguinte, na França, já que a FIA prometeu aplicar a métrica para controlar os quiques dos carros no circuito de Paul Ricard
A Fórmula 1 corre neste fim de semana na Áustria, mas é na etapa seguinte, na França, que Lewis Hamilton está de olho. Isso porque a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) prometeu introduzir em Paul Ricard a métrica para controlar as oscilações verticais dos carros em alta velocidade — em outras palavras, o famigerado porpoising —, e ao contrário do que se pensa, o heptacampeão espera que a intervenção possa ser favorável à Mercedes, uma vez que as principais rivais, Ferrari e Red Bull, agora estariam em xeque por causa dos seus assoalhos mais flexíveis que o permitido.
Explica-se: desde o GP do Azerbaijão, quando não só a base em Brackley, como outros times reclamaram bastante dos quiques dos carros, a FIA decidiu intervir para controlar o excesso de saltos de modo a poupar a saúde dos pilotos. De início, a diretiva técnica lançada já para o GP do Canadá liberou o uso de um suporte extra para os assoalhos, mas que foi bastante contestado por se tratar de uma mudança no regulamento.
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A FIA, então, lançou mão de outra diretiva, e essa trouxe ainda mais polêmica, pois envolve os assoalhos. Durante reunião do Comitê Técnico Consultativo na semana do GP do Canadá, surgiram suspeitas de que equipes como Ferrari e Red Bull estariam burlando o regulamento com assoalho e pranchas flexionando acima dos 2 mm permitidos — alguns chegando a 6 mm, aumentando o desempenho sem risco de sofrer com quiques. Toto Wolff chegou a dizer que era, no mínimo, “chocante”.
Polêmicas à parte, a expectativa é que o GP da França coloque “ordem na casa”, e é aí que Hamilton torce pelo pulo das Flechas de Prata. Se a FIA entender que os assoalhos estão flexionando além do limite e intervir, Ferrari e Red Bull podem perder frações de segundo preciosas.
“Eu rezo todos os dias. Sem dúvida, tenho esperança de que podemos melhorar e sei que todos estão trabalhando muito por isso”, disse Hamilton ao Channel 4. “Há também essa questão envolvendo os assoalhos, todas essas coisas. Será interessante ver como isso afeta a todos”, acrescentou o piloto.
Há o outro lado da moeda também: a Mercedes já disse que o porpoising não é mais problema, e sim o boucing, ou seja: o quique do W13 não é mais culpa do efeito aerodinâmico, e sim da rigidez do carro. Se a FIA entender que os assoalhos flexíveis das rivais estão dentro do regulamento, pode abrir para a Mercedes a chance de deixar o chão do carro menos rígido.
Independentemente do que aconteça, Hamilton só quer uma coisa: “Estou morrendo de vontade de entrar no carro e ele não saltar mais.”
“Houve momentos em que os saltos eram tão fortes que era preciso diminuir a aceleração na reta. Esse foi um tipo diferente de desafio, não poder acelerar durante a corrida”, explicou Hamilton. “Você pensa nos pontos para o time e no quanto cada passo no campeonato significa para todos com quem trabalha. Então você apenas aceita a situação e se esforça”, afirmou.
“É a primeira vez na minha carreira como piloto que eu olho para um acerto [do carro] e decido conviver com um problema. E um cenário incomum. Demorei três semanas [desde Baku] para me sentir bem novamente, e felizmente não era nada relacionado ao disco, era tudo muscular. Havia várias agulhas nas minhas costas!”, concluiu.
O GRANDE PRÊMIO acompanha AO VIVO e EM TEMPO REAL todas as atividades do fim de semana do GP da Áustria. Na sexta-feira, o TL1 está marcado para as 8h (de Brasília, GMT-3).
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