Mercedes garante que resolveu porpoising e diz que quiques são culpa da “rigidez do carro”

Toto Wolff, chefe da Mercedes, disse que a equipe já resolveu o problema aerodinâmico do porpoising em Barcelona, e que o que está causando reclamações dos pilotos agora é na verdade a rigidez dos carros

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A cena de Lewis Hamilton saindo de seu carro após um doloroso GP do Azerbaijão foi marcante. Os problemas dos quiques da Mercedes se acentuaram em Baku e fizeram o heptacampeão sofrer, iniciando uma sequência de reclamações dos pilotos, dentre eles George Russell, Pierre Gasly e Esteban Ocon, sobre o problema. A Federação Internacional de Automobilismo anunciou na última quinta-feira (16) que planeja medidas para limitar a oscilação dos carros.

O porpoising começou a aparecer já nos testes de pré-temporada. O fenônemo acontece por conta do efeito-solo, que voltou a ser permitido com o novo regulamento da Fórmula 1. Algumas equipes afirmaram ter resolvido o problema cedo, e agora foi a vez da Mercedes surpreender e revelar que já encontrou um caminho para evitar o porpoising, mesmo após as dificuldades no Azerbaijão. Toto Wolff, chefe da equipe alemã, afirmou que o desafio aerodinâmico foi solucionado, e que o motivo dos quiques continuarem presentes é a rigidez dos carros.

“Acho que de certa forma dissecamos o que definimos como porpoising ou quiques, e o porpoising, que é o movimento aerodinâmico do carro, acho que isso está resolvido, conseguimos resolver isso em Barcelona. O desenho dos carros é realmente o que causa os comentários dos pilotos. Os carros são simplesmente muito rígidos. Andar nas zebras é ruim, passar por irregularidades é ruim e eu diria que agora, dissecando esse problema, podemos resolver mais facilmente isso”, explicou o dirigente austríaco.

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Rigidez do carro é o que está atrapalhando a Mercedes (Foto: Jiri Krenek / Mercedes)

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“O que vemos nos carros é que eles são muito rígidos. Quando você olha para imagens em slow-motion dos dois carros principais e das Alpines, você vê que eles estão chacoalhando nas zebras de uma maneira muito forte. Isso é o que os pilotos realmente reclamaram, da rigidez do carro. Isso é algo que precisamos observar: como podemos reduzir esse impacto. E, claro, quanto mais suave a pista, melhor. Quanto menores as zebras, menos veremos esse fenômeno”, comentou Toto.

Em Barcelona, a Mercedes apresentou menos problemas e chegou a andar mais próxima de Red Bull e Ferrari. Depois de três provas em circuitos mais acidentados, o GP da Inglaterra em Silverstone pode colocar a equipe alemã de volta na briga. O foco do time agora é em conseguir gerar mais pressão aerodinâmica com um carro mais alto em relação ao solo.

“Acho que só precisamos colocar mais carga aerodinâmica no carro, mais downforce, e fazer isso com um carro que não esteja tão baixo quanto esperávamos. Temos uma direção clara, podemos ver os outros carros mais altos. E é assim que precisamos encontrar o desempenho”, concluiu Wolff.

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