Hamilton fala em “trabalho chato” em 2022 e compara W13 a coice de cavalo

Britânico explicou que acabou por sacrificar a temporada da Fórmula 1 tentando coletar informações para ajudar a Mercedes no desenvolvimento do carro. O heptacampeão detalhou, ainda, a maneira que usou para explicar aos engenheiros o comportamento do W13

Lewis Hamilton comparou o W13 da Mercedes com o “coice de um cavalo”. O heptacampeão da Fórmula 1 avaliou que passou a temporada se dedicando a um “trabalho chato” para tentar coletar informações para permitir que a equipe desenvolva melhor o carro para o próximo ano, mas avaliou que os quiques não foram o único problema de 2022.

Depois de anos de domínio, a Mercedes se viu com um dos carros mais problemáticos no início de uma nova era na F1. Na visão de Hamilton, o carro é “imprevisível”.

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Lewis Hamilton destacou as dificuldades que teve com o carro da Mercedes em 2022 (Foto: Mercedes)

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“Eu descrevi aos meus engenheiros: imagina que você está rastejando atrás de um cavalo e tentando se aproximar o máximo possível, qual o ponto de ruptura antes de ele te dar um coice na cara? E você sabe que vai doer quando ele te atingir na cara”, disse Hamilton. “Essa é uma das melhores maneiras que posso explicar como é quando você está tentando se apoiar no carro e ele está estalando e é irrecuperável. E esse carro, ele é aleatório”, seguiu.

Hamilton contou que, já no primeiro teste, sabia que seria uma temporada difícil, mas afirmou que tinha esperança que a equipe pudesse resolver alguns dos problemas mais rapidamente.

“Tive uma sensação quando guiei o carro pela primeira vez. Mas você nunca pode dizer não, nunca pode dizer nunca. Talvez pudéssemos ter resolvido até a primeira corrida. Quem sabe?”, comentou. “Às vezes é difícil saber quanto tempo vai levar até que alguma coisa seja resolvida. Além disso, nunca tinha tido quiques desse jeito. Não esperava que os rapazes fossem levar esse tempo. Eles não esperavam que fossem levar esse tempo para entender o que estava causando esses quiques. Eles tiveram de criar novas ferramentas, todas essas coisas que não tínhamos antes”, indicou.

“Você só espera. E aí vem a próxima atualização e ela não funciona. E vem a próxima e não funciona. Imagine as pessoas que estão construindo essas coisas e vendo a performance no túnel de vento, mas não estão vendo na pista. Ah, Jesus, você só fica sendo derrubado de novo”, comentou. “Mas o que não mata te torna mais forte, e nós ainda estamos de pé. Não vai ser fácil transformar o carro em um carro de ponta para o próximo ano, mas acho que temos um melhor entendimento do motivo de o carro ser assim”, falou.

Lewis acredita, porém, que os quiques não foram os únicos responsáveis pela performance mais apagada da Mercedes na temporada 2022.

“Foram muitas coisas diferentes desde o início. Os quiques foram uma das mais visíveis”, indicou. “A rigidez, a rigidez geral do carro, até o ponto em que a suspensão é bem inútil. Mais rígido que os pneus. Os pneus estão, então, achatando e quicando, então estão quicando também nos pneus”, acrescentou.

“E aí a característica aerodinâmica. O arrasto é um enorme problema para nós. Quando passamos de uma certa velocidade, é aí que as outras pessoas escapam. É quando você freia, a dianteira afunda e a traseira sobe, a transferência aerodinâmica neste período e quando você acelera. É a diferença entre baixa e alta velocidade. Existem muitos problemas”, reconheceu. “É por isso que, literalmente, eu tentei tudo. Tentei todos os acertos possíveis. Era isso que eu estava fazendo no início do ano. Toda a ideia de ter a melhor performance possível e ter o melhor resultado a cada fim de semana, claro, seria bom, mas era mesmo para resolver problemas. Então pensei em sacrificar a temporada ou todas as sessões para poder obter mais dados e informações. Para que quando eles voltassem para a fábrica, tivessem um melhor entendimento do que estava acontecendo. Mas, no fim, isso atrapalhava alguns finais de semana”, reconheceu.

Essa decisão de trabalhar pensando no futuro também interferiu no comparativo entre Hamilton e George Russell, com o caçula dos pilotos da Mercedes superando o heptacampeão em várias classificações e corridas.

“George está fazendo um grande trabalho. Não tenho nenhum problema com isso. Não há problemas entre nós nos bastidores”, garantiu Lewis. “George, eu diria, e a equipe dele, não fazem os mesmos testes, obviamente. Mas é porque eu estou aqui há muito tempo, então estou disposto a correr esses riscos. Tenho grandes e profundas conversas com pessoas com quem convivo há dez anos. Então eu e Shov [Andrew Shovlin] podemos ter discussões, discussões construtivas. George está no primeiro ano com a equipe, então está fazendo o trabalho dele no melhor da habilidade que tem. Muito pouco movimento no acerto. Eu estou fazendo todo o trabalho chato, indo e vindo lá e cá, asas diferentes, todas essas coisas e, de qualquer forma, eu gosto disso”, sublinhou.

“Se formos para o próximo ano e tivermos um carro com que fico muito mais feliz, então podemos ficar muito mais focados nisso… sem ter de enlouquecer com o acerto. Aí podemos ter batalhas melhores”, defendeu. “Se ele terminar na frente no fim da temporada, realmente não sinto nada a respeito. Não estamos no campeonato. Somos quarto e sexto. Agora, se fosse primeiro e segundo, seria diferente”, encerrou.

GP da Cidade do México 2022 de Fórmula 1 acontece entre 28 e 30 de outubro no Autódromo Hermanos Rodriguez, com cobertura AO VIVO e em TEMPO REAL do GRANDE PRÊMIO.

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