F1

Magnussen celebra fim de “anos horríveis e instáveis” após passagens por McLaren e Renault

Kevin Magnussen passou por McLaren e Renault, equipes pomposas, mas não guardou boas recordações. O dinamarquês exalta a Haas, que trouxe estabilidade na carreira e “a maior diversão que já tive na F1”
Warm Up / Redação GP, de Porto Alegre
 Kevin Magnussen (Foto: Haas)
Kevin Magnussen vive uma fase diferente na F1. Agora consolidado na Haas e em ascensão, o dinamarquês parece deixar para trás uma fase conturbada, marcada por demissões e problemas internos em McLaren e Renault. Hoje, alguns anos depois, Magnussen prefere usar a era de dificuldade para perceber como a vida melhorou na equipe americana.
 
“Foram anos horríveis e muito instáveis, com muitas equipes e perdendo minhas vagas”, disse Magnussen, entrevistado pelo ‘Motorsport.com’. “Agora é uma diversão, a maior diversão que já tive na F1, e o maior nível de competitividade que já tive. Acho que isso mostra a qualidade da equipe [Haas]. Eles são capazes de tomar decisões e de se comprometer, que é a real força de uma equipe. Não temos brigas ou diferenças de opiniões. Eu sou o piloto que eles concordaram que gostariam de ter um compromisso, foram adiante e fizeram isso”, comentou.
 
Magnussen estreou na F1 em 2014 já pela McLaren, conseguindo até pódio na estreia. Mas a instabilidade, combinada com a chegada de Fernando Alonso, significou demissão.
 
“Eu estava com um grande impulso antes de entrar na F1 e o perdi assim que cheguei”, recordou. “Cheguei em uma equipe [McLaren] muito instável e com brigas de dirigentes. A pressão era enorme porque sabíamos que era uma briga entre eu e Jenson [Button] e nós começamos a errar”, falou.
Foi só na Haas que Kevin Magnussen encontrou paz (Foto: Haas)
Depois de ficar sem vaga em 2015, Magnussen foi escolhido pela Renault em 2016. Outro ano delicado rendeu uma nova troca, abrindo caminho para a Haas em 2017.
 
“Provavelmente [a Renault] não me escolheu pelos motivos certos. Não tinha o apoio que precisava lá. Ainda acho que fiz um bom trabalho, mas estava decidido desde o começo que não era o cara certo. Minha sorte é que a Haas viu meu potencial e me deu uma chance. Me deram um contrato que trazia estabilidade”, encerrou Magnussen.
 
Com 45 pontos, Magnussen é oitavo no Mundial de Pilotos. Antes, mesmo na época da McLaren, o dinamarquês nunca conseguiu ir além do 11º lugar.