Maior vencedor da história da F1, Schumacher sai de cena de vez como mera caricatura de si mesmo

Três anos após deixar a confortável aposentadoria e anunciar seu retorno à F1, Michael Schumacher se despede das pistas de maneira definitiva sem ter sido sombra do que um dia foi nos tempos de Benetton e Ferrari. A Revista WARM UP analisa os muitos fatores que contribuíram para que o heptacampeão não fosse o mesmo dos seus anos de glória no esporte

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Heptacampeão mundial, 91 vitórias, 68 poles. Eis alguns recordes obtidos por Michael Schumacher, o maior vencedor da história da F1. Três anos depois de surpreender o mundo do esporte e anunciar seu retorno às pistas, o veterano alemão, hoje com 43 anos, vai deixar o automobilismo, de maneira definitiva, após o GP do Brasil, no próximo dia 25 de novembro. Sua segunda passagem pela F1 — depois de se aposentar após carreira brilhante correndo pela Benetton e, principalmente, pela Ferrari —, no entanto, não refletiu nem de longe o histórico vencedor que marcou o esporte a motor entre os anos 90 e 2000.
 

Contando com um carro que pouquíssimas vezes foi capaz de lutar por poles e vitórias, Schumacher conseguiu tão somente um terceiro lugar, no GP da Europa, em pouco mais de 50 GPs como representante da Mercedes. A performance exibida na pista ficou muito aquém do esperado por fãs, especialistas e até mesmo para o próprio Michael, que tinha como parâmetro seus tempos de supremacia na F1. Quem vive tal momento atualmente é seu compatriota e sucessor como expoente máximo do automobilismo alemão, Sebastian Vettel.

A reportagem de capa da Revista WARM UP, edição 31, estampa a pergunta que a F1 tenta responder há tempos: por que Schumacher não foi o mesmo? Uma análise deste triênio do alemão, hoje com 43 anos, pela Mercedes, visa explicar a razão da sua performance não ter sido sequer parecida com aquilo que foi exibido nos seus anos de ouro no grid.

Na esteira da segunda e definitiva aposentadoria de Schumacher, Evelyn Guimarães conversou com Gil de Ferran, bicampeão da Cart, vencedor das 500 Milhas de Indianápolis e um dos maiores pilotos da história do automobilismo brasileiro. Assim como Michael, Gil encerrou a carreira uma vez, mas voltou às pistas antes de pendurar definitivamente balaclava, macacão e capacete. Com a autoridade de um campeão, De Ferran falou sobre o temor pela decadência para justificar seu primeiro adeus às corridas e o sabor do desafio na hora de optar pelo retorno às pistas, como aconteceu com o heptacampeão na F1.

A matéria de capa da WARM UP, edição 31, traz também um histórico com vários atletas, em diferentes modalidades, que se aposentaram uma vez, mas decidiram voltar ao esporte. Os exemplos são muitos, como Michael Jordan, Niki Lauda, Ian Thorpe, Paul Scholes e Pelé. O retorno do ‘rei do futebol’ aos campos, no fim dos anos 70, pelo New York Cosmos, é tema de uma análise interessante de Flavio Gomes, que traçou um paralelo com os três anos finais de carreira de Michael Schumacher como piloto da Mercedes.

Clique para ler a análise da WARM UP sobre os últimos anos de Schumacher na F1 

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