Mais experiente da F1, “egoísta” Button adia planos sobre filhos e reitera intenção em seguir: “Categoria perfeita para mim”

Jenson Button sabe que vai chegar um momento onde a F1 vai ficar no seu passado - e seu nome, o de um campeão mundial, nos livros. Mas não está inclinado a dizer adeus ainda em 2015. O egoísmo que a F1 pede aos pilotos faz dela perfeita para Jenson

Jenson Button sabe que uma hora a vida na F1 vai acabar e que se trata de um processo natural. Sabe, pelo seu tom, que está mais próximo do fim dela do que do começo. Mas afirmou não estar pronto para deixar a categoria: ainda é um "egoísta" exatamente da forma que a F1 pede de seus pilotos.
 
Cogitado no WEC desde 2014, onde sabe-se que há certo interesse especialmente da Porsche do amigo Mark Webber, Button vive nova fase de incerteza na McLaren. Ano passado, acabou sendo confirmado duas semanas antes do Natal; este ano, ainda não sabe. Disputa uma vaga que pode ser também de Kevin Magnussen ou Stoffel Vandoorne. 
 
"Toda a minha vida tem sido uma questão de subir no alto do pódio. Quando eu estava no kart, era olhar aquelas outras crianças e saber que meu troféu era maior que o delas. Isso que eu fiz na minha vida pelos últimos 27 anos. Deixar a F1 é apenas uma mudança, e essa mudança vai acontecer, mas você precisa saber qual é a hora", disse.
Jenson Button (Foto: McLaren/Facebook)
O egoísmo que o campeão mundial de 2009 ressaltou é mais do que a separação entre guiar seu próprio carro – como na F1 – e dividir em um trio de pilotos – como no WEC -: se estende para a vida. Segundo Button, é inclusive o motivo de ainda não ter filhos.
 
"F1 é um esporte como qualquer outro esporte a motor, mas quando você está no carro, não pensa nisso. Acho que pilotos de corrida nesse tipo de esporte a motor são bem egoístas e precisam – é a razão pela qual eu não posso ter filhos agora, porque eu sou egoísta. Aprendi a ser egoísta em termos de o que eu faço e das horas que eu passo treinando e fico longe da minha esposa e família", confessou.
 
"Você precisa ser egoísta se quer tentar ser o melhor que pode, então a F1 é perfeita para mim. Por causa de como eu sou, se for para outra categoria que seja mais um trabalho de equipe, vou levar um tempo até eu ficar confortável. Amo trabalhar em grupo também, quando estou fora do carro é tudo uma questão de esforço em equipe. Mas quando você entra no carro, precisa ser egoísta e se torna uma questão de tirar o máximo de você mesmo em primeiro lugar", encerrou.
 
Piloto com mais GPs disputados no grid atual da F1, com 277 largadas – na realidade, apenas Michael Schumacher (306) e Rubens Barrichello (322) têm mais largadas em toda a história da categoria do que o inglês -, Jenson não quer deixar o projeto da McLaren-Honda tão cedo e a equipe parece inclinada a acionar a cláusula contratual que permita a renovação de seu contrato.

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