Massa diz que carros da temporada 2017 restauraram desafio na F1 e deixaram para trás “tocada de avó”

Agora aposentado da F1, Felipe Massa fez uma avaliação das mudanças de regras sofridas pela categoria neste ano e admitiu que os carros se tornaram melhores de se pilotar, deixando para trás a tocada de ‘avó’ que os modelos mais recentes tinham

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Ao decidir mudar a concepção dos carros de 2017, a F1 deixou para trás uma era de modelos "avós", segundo Felipe Massa. O brasileiro comparou os bólidos em que correu entre 2006 e 2008 – sua fase mais vitoriosa na carreira no Mundial – e disse que os F1 deste ano restauraram o desafio de se correr na maior das categorias do automobilismo mundial. 

 
A F1 sofreu uma drástica mudança de regulamento nesta temporada. Os carros se tornaram maiores e com pneus mais largos, além de uma nova configuração aerodinâmica. Os modelos gadanharam mais aderência mecânica e passaram a exigir mais dos pilotos fisicamente.
Felipe Massa aprovou a mudança de regulamento neste ano (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

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"Definitivamente, vou me lembrar que foi muito bom guiar esse carro", afirmou Felipe, que se despediu do Mundial neste ano depois de 16 anos, 11 vitórias e um vice-campeonato. "Quando você está pilotando, há uma boa sensação em termos de força G e exigência física. Acho que fazer uma volta perfeita nesses carros, você também precisa ser perfeito. Não é como antes em que havia o desgaste de pneus ou tinha de guiar como uma avó. Agora você tem de guiar como um piloto mesmo", completou.

 
"Talvez seja muito parecido com 2006, 2007 e 2008 ou mesmo antes dessa época. Você tem um carro pronto para aceitar tudo, então o piloto tem realmente o que precisa para arriscar e guiar de forma mais agressiva", emendou o veterano.
 
Massa estreou na F1 em 2002, defendendo a Sauber. Isso quer dizer que o brasileiro correu em diferentes configurações, como com o motor V10, V8 e, mais recentemente, os V6 híbridos. E, apesar de ter apreciado a pilotagem nesses novos carros, Massa reconheceu que a F1 tem de trabalhar para melhorar e facilitar as manobras de ultrapassagem. "Acho que a única coisa que precisa ser mudada é entender como ficar atrás de outros carros."
 
"Você pode ter tanta potência como nós temos, mas precisa de ar. Se você não tem ar, é porque tem um carro à sua frente, então perde força, perde aderência. Então, definitivamente, é melhorar a ultrapassagem. Isso seria bom para o show", avaliou o brasileiro, que acha que o problema, de fato, também não está nas pistas e, sim, nos carros.
 
"Alguns circuitos podem até ser sim [problema]. Mas outros não. Porém, com certeza, o carro é mais problema do que as pistas", encerrou.

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