Binotto termina período de carência imposto pela Ferrari e está apto a voltar à F1

Para onde vai Mattia Binotto? Pela primeira vez desde que deixou Ferrari, no fim do ano passado, o ex-chefe está liberado para assinar com qualquer equipe da F1

Faz um ano desde que, no fim de novembro de 2022, Mattia Binotto chegou a um acordo com a Ferrari e deixou a equipe após ocupar diversos cargos ao longo de 28 anos. Embora tenha oficialmente se demitido, sabe-se que a decisão de tira-lo da chefia foi tomada acima dele, não o contrário. Agora, porém, está livre para voltar à Fórmula 1.

Quando deixou a escuderia de Maranello, Binotto concordou em cumprir um período de carência que duraria por um ano, até 30 de novembro de 2023. É algo comum na Fórmula 1, para evitar que funcionários de alto escalão saiam de uma equipe para outra imediatamente levando os segredos de última hora. Durante este tempo, recebe salário da equipe que deixou.

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Ao longo do ano, Binotto teve vida discreta e pouco conectada à Fórmula 1. O nome do engenheiro, porém, não ficou inerte. Alpine e Audi surgiram como possíveis interessadas no italiano e, agora, veem chance real de avançar.

Após um bota-abaixo no meio da temporada, que culminou com a saída do CEO Laurent Rossi, do chefe de equipe Otmar Szafnauer e do diretor-técnico Pat Fry, a Alpine pintou como favorita a contratar Binotto. De lá para cá, o vice-presidente de esportes Bruno Famin ocupou a chefia, ainda que de maneira interina. Não há chefe oficializado, mas a expectativa é que Famin esteja acima do chefe de equipe oficial na cadeia de comando.

Mattia Binotto deixou a Ferrari no fim de 2022 (Foto: Ferrari)

Pelos lados da Audi, que posteriormente se mostrou muito interessada em Binotto, o encaixe seria menos claro. Andreas Seidl será o grande responsável pela companhia, mas como CEO, acima da chefia. Atualmente, Alessandro Alunni Bravi é o chefe de equipe do que foi a Alfa Romeo em 2023, será a Sauber em 2024 e 2025 e passará a receber o nome da Audi em 2026. Resta saber se o acerto de Binotto seria com a equipe, de maneira imediata, ou com a Audi, durante a preparação para a entrada na F1 com motor próprio e time oficial.

Antes disso, ainda no começo do ano, a McLaren foi ventilada como possibilidade, mas com a chegada de Andrea Stella, que teve o primeiro ano de chefia aprovado, qualquer possibilidade parece ter acabado.

Resta saber para onde vai Binotto, que foi chefe da Ferrari entre 2019 e 2022, após anos como o responsável maior pelos motores.

Com a temporada encerrada, a Fórmula 1 retorna apenas no ano que vem, no dia 2 de março, com a estreia do campeonato no GP do Bahrein.

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