Verstappen critica FIA e diz que “pilotos talvez precisem frear nas retas”
Max Verstappen criticou FIA pelo aumento da potência elétrica na F1 e disse que os pilotos terão de frear nas retas em circuitos de alta velocidade
Max Verstappen não está nada contente com os carros da temporada 2026 da Fórmula 1. Depois de criticar e dizer que pareciam “um Fórmula E com esteroides“, o tetracampeão desta vez disse que os pilotos talvez precisem frear nas retas para economizar energia em circuitos de alta velocidade e ponderou se a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) não percebeu o quanto o aumento da potência elétrica seria prejudicial para a categoria.
Em 2026, os carros da F1 são menores, mais leves e contam com uma nova aerodinâmica. As unidades de potência, por sua vez, são abastecidas com combustíveis sustentáveis e possuem 50% da potência proveniente da parte elétrica. Além disso, os pilotos têm à disposição os modos boost, ultrapassagem e recarga. As unidades de potência agora apresentam três vezes mais energia elétrica do que as utilizadas até 2025, chegando a 350 kW em vez dos 120 kW.
O aumento da potência elétrica não agradou Verstappen, assim como Fernando Alonso, Lewis Hamilton, Oliver Bearman e Lance Stroll. O neerlandês teceu críticas ao órgão regulador do esporte e acredita que as corridas em pistas de alta velocidade serão bem diferentes do habitual.
“Acho que eles talvez não tenham percebido totalmente o quanto isso seria ruim. Veremos daqui a algum tempo. Neste circuito [Bahrein] ainda está tudo bem. Quando você vai para Melbourne, percebe realmente o quanto precisa reduzir a velocidade nas retas”, declarou Max à imprensa durante os testes da F1.

De acordo com Verstappen, circuitos com retas longas levarão a corridas diferentes, porque os pilotos terão de economizar muita energia. “Em Melbourne e em Monza, por exemplo. Não tanto no México, porque o ar é muito rarefeito lá e você freia muito. Mas, claro, naquela reta longa, você precisa reduzir a velocidade”, explicou.
“Spa-Francorchamps também será ruim, assim como Las Vegas. Talvez tenhamos de frear no meio da reta lá”, explicou o piloto da Red Bull, antes de soltar uma breve risada.
Então, acrescentou em um tom mais sério: “Posso estar rindo agora, mas é claro que isso não faz sentido algum”, concluiu.
A Fórmula 1 volta de 18 a 20 de fevereiro, também no Bahrein, com a segunda e última bateria de testes coletivos da pré-temporada 2026. Depois, segue para a Austrália, palco da abertura do campeonato, em 8 de março.
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