Verstappen vê maior “facilidade” na perseguição na F1: “Mais sob controle”

Na sessão de testes de pré-temporada em Barcelona, atual campeão do mundo destacou nível menor de turbulência na busca pela ultrapassagem

COMO FOI O SEGUNDO DIA DA PRÉ-TEMPORADA DA FÓRMULA 1 2022 EM BARCELONA | Briefing

A revolução que a Fórmula 1 promoveu no regulamento para 2022 torna os testes de pré-temporada em Barcelona um verdadeiro laboratório para os pilotos. Cada sessão serve para avaliar cada conceito do novo carro. E um dos mecanismos mais comentados nos dois primeiros dias foi o efeito solo e sua eficiência para permitir a perseguição próxima entre os carros. Depois de completar 147 voltas na última quarta-feira, Max Verstappen admitiu a maior facilidade na busca pela ultrapassagem.

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Um dos principais objetivos da equipe técnica da F1 – liderada pelo diretor esportivo Ross Brawn e pelo diretor de monopostos da FIA, Nikolas Tombazis – quando criou os conceitos dos novos carros é o aumento do downforce e, por consequência, diminuição do nível de turbulência causado nos carros que estão atrás sofrem por conta do efeito do ar ar sujo dos bólidos que vêm à frente. Assim, a possibilidade é que os carros consigam se aproximar e perseguir de perto.

Por isso, o efeito solo retornou à categoria, mas com diferente conceito aerodinâmico que ficou famoso no final dos anos 1970 e depois foi banido em 1983. Os carros da atual geração têm um conjunto de túneis no assoalho, que deixam o bólido mais preso à superfície e propiciam uma perseguição mais segura, sem a possibilidade de decolagem.

A quarta-feira de testes em Barcelona serviu para Verstappen dar 147 voltas e “sentir” o RB18 (Foto: Red Bull Content Pool)

Durante os dois dias de testes no Circuito de Montmeló, os pilotos puderam colocar em prática a eficiência dos carros nesse quesito e alguns aprovaram a performance neste início. “Tentei acompanhar alguns carros durante o dia, parece um pouco mais fácil ficar atrás”, avaliou Verstappen, em entrevista coletiva oficial da FIA. “Pelo menos você não tem curvas estranhas onde a turbulência vem de repente, ou então uma massa de ar sujo”, acrescentou o atual campeão do mundo, que ficou na nona posição pela manhã, com o tempo de 1min22s246.

Após os contatos iniciais com as novas possibilidades de perseguição, o holandês da Red Bull reconheceu que as turbulências não vão sumir, mas vê o novo conjunto com bons olhos. “Eu não espero que desapareça totalmente quando está seguindo [logo atrás] do difusor traseiro, pelo menos não em velocidades que ainda estamos atingindo na F1. Mas tudo parece um pouco mais sob controle”, avaliou.

Charles Leclerc foi o mais rápido no segundo dia de testes em Barcelona (Foto: Ferrari)

Dono do melhor tempo no segundo dia de testes, Charles Leclerc seguiu a mesma linha de Verstappen e acrescentou que notou uma perda de carga aerodinâmica quando ficou muito próximo do carro da frente. “Senti que estava um pouco melhor até chegar muito, muito perto”, iniciou o piloto da Ferrari, que completou 79 voltas na quinta-feira. “Então, obviamente, senti um pouco a perda de downforce, mas ainda terei que fazer mais algumas voltas atrás de um carro”, comentou.

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Também questionado sobre o tema, o companheiro de Leclerc na Ferrari, Carlos Sainz, disse que perseguiu Verstappen, Pierre Gasly e Fernando Alonso, quando os encontrou na pista, para ver a real eficiência dos carros. “Fiz isso de propósito, obviamente. E posso dizer que já senti algumas diferenças, já é bastante óbvio, e eu estou relativamente otimista sobre isso”, afirmou o espanhol.

Nesta sexta-feira (25), os pilotos retornam ao circuito para o último dia de testes em Barcelona. Antes da primeira prova da temporada, marcada para o dia 20 de março, no Bahrein, as equipes vão participar da última sessão de preparação, entre os dias 10 e 12 desse mês, também no traçado de Sakhir.

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