McLaren acredita em desafiar Mercedes na F1, mas avisa: só “dentro de alguns anos”

O chefe Andreas Seidl não quer otimismo exagerado na McLaren. O dirigente acredita que limitações na fábrica em Woking ainda impedem os alaranjados de sonhar com ataque à Mercedes

A McLaren saiu do buraco na Fórmula 1 e virou uma escuderia capaz de brigar por resultados de maior destaque, vide o terceiro lugar no Mundial de Construtores em 2020. Ainda assim, o chefe Andreas Seidl não quer saber de otimismo em excesso: para se aproximar da Mercedes e lutar novamente por um título, só com um trabalho de longo prazo nos próximos anos.

A argumentação de Seidl é de que, apesar do carro progressivamente mais competitivo, a McLaren ainda não tem uma estrutura interna no nível da Mercedes. Dessa forma, resultados como os pódios de Lando Norris e Carlos Sainz Jr. em 2020 tendem a seguir como circunstanciais por mais algum tempo.

“Acredito que é o momento de seguir realista, apesar de ter um ótimo resultado ano passado com o terceiro lugar no Mundial”, afirmou Seidl. “Nós sabemos onde estamos, sabemos que há uma grande diferença na comparação com os carros de ponta, principalmente a Mercedes. Não é algo que vamos resolver de um ano para o outro. Ainda sabemos que há uma disparidade enorme dentro da equipe, em termos de organização e infraestrutura, que precisamos resolver primeiro”, seguiu.

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Andreas Seidl, chefe de equipe da McLaren (Foto: McLaren)

“Mesmo assim, temos um plano claro de como queremos reduzir essa distância. Vai levar tempo, mas tenho confiança de que, fazendo as coisas certas, vamos nos aproximar dentro de alguns anos”, destacou.

“O mais importante é dizer que a equipe, liderada pelo James Key [diretor-técnico], desenvolveu um carro muito competitivo. Foi um grande passo adiante na comparação com 2019. Foi bom ver isso, apesar de todos os desafios da pandemia. A equipe lutou para ter atualizações que mantiveram os resultados na pista”, apontou.

Uma carta na manga da McLaren é justamente o motor Mercedes. As duas partes retomaram parceria histórica, interrompida ao fim de 2014. Depois de momentos duros com a Honda e um início de reação com a Renault, a esquadra britânica volta a ter aquela que é considerada a melhor unidade de potência do grid.

Outra mudança é a dupla de pilotos: Sainz foi pescado pela Ferrari, substituindo Sebastian Vettel. A solução da McLaren foi Daniel Ricciardo, vindo da Renault para formar dupla com Norris.

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