McLaren escapa de insolvência com empréstimo de R$ 1 bi de Banco do Bahrein

O McLaren Group, empresa que inclui a montadora de carros superesportivos e a equipe de Fórmula 1, chegou a um acordo com o Banco Nacional do Bahrein para o empréstimo de £ 150 milhões (ou R$ 1 bilhão), aliviando a crise financeira que levou a companhia a demitir 1.200 funcionários em maio

A McLaren está financeiramente salva. Na esteira de meses muito difíceis em razão sobretudo da pandemia do novo coronavírus, a empresa britânica, que compreende a montadora de carros superesportivos e a equipe de Fórmula 1, se viu obrigada a demitir cerca de 1.200 funcionários e cogitou vender até 30% das ações para sobreviver. Recentemente, recorreu à justiça britânica para conseguir, em caráter de urgência, um empréstimo de £ 280 milhões (ou R$ 1,8 bilhão) até 17 de julho, sob o risco de insolvência. O McLaren Group não conseguiu alcançar a cifra almejada, mas assinou um acordo com o Banco Nacional do Bahrein para obter um empréstimo de £ 150 milhões (R$ 1 bilhão) para aliviar o período de crise e sobreviver.

A companhia anunciou o acordo com a instituição financeira nesta manhã de segunda-feira. O Bahrein Mumtalakat Holding Company, dono de 56% das ações da McLaren, também é detentor de 44,18% das ações do Banco Nacional do Bahrein. Assim, a empresa britânica conseguiu uma solução caseira para se manter em atividade.

O anúncio do acordo foi feito nesta segunda-feira (29) pela empresa barenita. “O Banco Nacional do Bahrein confirma aos mercados que a documentação final foi assinada e todas as aprovações necessárias foram concedidas em relação a um mecanismo de financiamento de £ 150 milhões”.

Semana passada, o McLaren Group explicou, por meio de um documento enviado à justiça britânica, que “a pandemia afetou seriamente a entrada de dinheiro no grupo [McLaren]. A dimensão e o impacto ficaram rapidamente aparentes para a equipe administrativa, assim como um efeito negativo enorme sobre a habilidade de fazer negócios”.

Andreas Seidl e Zak Brown podem respirar aliviados. A McLaren está salva, pelo menos por enquanto (Foto: McLaren)

“O começo da temporada da F1 foi adiado, concessionárias estão fechadas, fornecedores interromperam negócios, produção foi suspensa, encomendas de consumidores caíram, dinheiro de patrocínio caiu e custos de saúde e de segurança cresceram”, salientou a empresa.

Livre do risco de insolvência, agora a McLaren viaja para a Áustria para a prova que vai abrir a temporada 2020 do Mundial de Fórmula 1 neste fim de semana, com a corrida no Red Bull Ring acontecendo no próximo domingo.

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