McLaren prioriza “trabalho nos fundamentos” e diz que “não há solução mágica” para sucesso

Ao falar sobre geração de conhecimento e metodologia de trabalho, Andrea Stella, chefe da McLaren, explicou como a equipe conseguiu evoluir e alcançar sucesso na Fórmula 1 ao longo das últimas temporadas

Chefe da McLaren, Andrea Stella explicou como a equipe tem sido capaz de produzir atualizações tão certeiras para o carro ao longo das últimas temporadas da Fórmula 1. Embora tenha dado ênfase ao “trabalho nos fundamentos”, o dirigente deixou claro que o processo não é nada fácil e que o sucesso recente dos papaias é resultado de “muitos fatores”.

Desde meados de 2023, mais especificamente no GP da Áustria, o time de Woking acertou em cheio ao implementar um caminho de desenvolvimento que se provou amplamente eficiente. A partir de então, os laranjinhas ganharam força na categoria e conquistaram o título do Mundial de Construtores em 2024, além de liderarem com folga a atual tabela de classificação.

Ao contrário do que muitos imaginavam, incluindo Christian Horner, ex-chefe da Red Bull, nem mesmo a diretiva-técnica da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) em relação às asas flexíveis, introduzida no GP da Espanha, foi capaz de frear o forte ímpeto da McLaren. Por isso, durante o fim de semana do GP da Hungria, Stella foi questionado sobre como, diferentemente das concorrentes, a escuderia foi capaz de manter tal regularidade.

“Essa tendência que conseguimos estabelecer, em que os desenvolvimentos — sejam eles do ponto de vista mecânico, mas principalmente aerodinâmico — têm sido bem-sucedidos, é resultado de muitos fatores”, disse em entrevista ao site Motorsport Week. “Na F1, não há uma solução mágica fundamental para o sucesso. É realmente o resultado de trabalhar nos fundamentos”, continuou.

Andrea Stella falou sobre o desenvolvimento da McLaren nas últimas temporadas (Foto: XPB Images)

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“E esses fundamentos não envolvem apenas a capacidade de gerar ideias, de criar a próxima geometria para o assoalho ou a asa dianteira, mas também compreender as metodologias que usamos nesse desenvolvimento e entender quando essas metodologias serão não apenas eficazes em termos de inovação, mas também confiáveis ao ponto de garantir que aquilo que alcançamos no desenvolvimento no túnel de vento ou no CFD (dinâmica de fluidos computacional, da sigla em inglês) se traduza em algo que funcione, de fato, na pista”, explicou.

“Isso faz parte da geração de conhecimento como equipe, o que, por si só, é uma afirmação muito simples — ‘vamos gerar conhecimento para ter a melhor correlação’ —, mas, na realidade, é possivelmente um dos campos de batalha mais complexos para qualquer equipe de F1”, apontou.

“Investimos muito nesse sentido. Preciso elogiar a qualidade das pessoas, porque, mesmo quando falamos de metodologias, elas sempre são conduzidas por pessoas. Tive muita sorte de poder contar com líderes muito competentes e uma equipe extremamente talentosa”, concluiu o chefe da McLaren.

Depois do GP da Hungria, a Fórmula 1 volta às pistas apenas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.

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