McLaren vê transparência da FIA, mas cobra “sanções mais fortes” para “servir de lição”

Zak Brown disse ainda que as lições aprendidas com o episódio envolvendo a violação da Red Bull ao teto de gastos de 2021 servem para que todos tenham um melhor entendimento sobre as regras

Logo após a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) divulgar nesta sexta-feira (28) os detalhes do acordo feito com a Red Bull depois da constatação da quebra do teto de gastos da temporada 2021 da Fórmula 1, Zak Brown se manifestou. E para o CEO da McLaren, ainda que o processo tenha sido conduzido com transparência, acabou ficando barato para a atual campeã do Mundial de Construtores.

A Red Bull acabou multada em US$ 7 milhões (em torno de R$ 37 milhões, na cotação atual), além de um limite com relação ao desenvolvimento do carro de 2023 — uma redução de 10% no tempo de túneis de vento e simuladores. Para Christian Horner, chefe dos taurinos, uma punição “severa demais”, mas Brown considerou necessária e de acordo com a forma como a entidade conduziu as investigações.

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Zak Brown (no centro) falou sobre a quebra do teto de gastos da Red Bull de Christian Horner (à direita) (Foto: Red Bull Content Pool)

“Apreciamos que a investigação do teto de gastos seja um processo complexo conduzido pela FIA de maneira completa e transparente”, declarou Brown à imprensa no circuito Hermanos Rodríguez, que recebe o GP da Cidade do México neste fim de semana. “Estou satisfeito que a verdade seja de conhecimento, e o resultado é o que esperávamos — houve uma violação ao limite de custos por uma equipe, com outras nove operando de acordo com as regras. Portanto, é justo que uma ação punitiva seja tomada”, acrescentou.

Assim que foi revelado que a Red Bull tinha excedido o teto de US$ 145 milhões (R$ 773 milhões) de 2021, Brown enviou uma carta ao presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, copiada ao chefe da F1, Stefano Domenicali. Direto ao acusar a rival austríaca de “trapaça” pela violação, Brown ainda propôs uma série de sanções a serem aplicadas, de redução no limite do teto de gastos para a equipe infratora a uma diminuição ainda maior que a aplicada no tempo de túnel de vento.

Na visão do dirigente, uma punição mais pesada fará as equipes terem uma compreensão melhor do regulamento. “Para que a FIA seja mais eficaz e suas punições sirvam de lição para as demais quando as regras forem quebradas dessa maneira, as sanções terão de ser muito mais fortes no futuro.”

“Esperamos que, com as lições aprendidas neste processo, todas as equipes tenham uma compreensão clara das regras para evitar futuras violações. Embora estejamos satisfeitos em vê-los agir, esperamos que a FIA tome medidas mais fortes no futuro contra quem violar as regras deliberadamente”, finalizou Brown.

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