Mercedes admite que pensou em sair da F1 e que adoção do motor turbo foi fundamental para permanência
Thomas Weber, membro do Conselho da Daimler, proprietária da Mercedes, revelou que a montadora alemã estudava deixar a F1 se o esporte não optasse por uma grande mudança nos regulamentos
A adoção dos motores turbo em 2014 foi fundamental para impedir a Mercedes de pensar em deixar a F1. A informação é de Thomas Weber, membro do Conselho da Daimler, proprietária da montadora alemã.
Já se sabe amplamente que a Renault estudava desistir do Mundial se os motores V8 continuassem equipando os carros, enquanto a Honda não voltaria se não houvesse uma mudança severa nos regulamentos. A fabricante japonesa decidiu retornar à F1 em 2015, fornecendo motores para a McLaren.
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Weber, agora, deixou claro que o compromisso da fabricante prateada com a F1 esteve em dúvida por conta do regulamento. Embora a saída não fosse algo imediato se a equipe estivesse vencendo, o executivo disse que, assim que o sucesso cessasse, não haveria razão para continuar no Mundial.
Questionado se havia dúvida sobre o futuro da Mercedes na F1 caso os regulamentos permanecessem os mesmos, Weber respondeu que "sim".

"Teria sido melhor se a Mercedes estivesse vencendo, mas nós somos o Conselho e somos independentes. E não é um bom argumento ficar na F1 se não for para vencer corridas", afirmou em entrevista à revista inglesa 'Autosport'.
"O outro argumento poderia ser, então, o marketing. Mas você não pode ficar no automobilismo só por marketing. Por isso, para mim, a discussão é bastante simples", acrescentou o empresário.
O executivo, que acompanhou o GP do Bahrein no último fim de semana, disse ainda que jamais imaginou que a influência da tecnologia seria tão decisiva quanto agora. "A redução do motor, o turbo, a tecnologia híbrida. Esse é o nome de jogo na F1 agora."
E ainda ressaltou que é importante esclarecer aos fãs a razão pela qual o Mundial está adotando novas regras de economia de combustível. "Nós temos de explicar por que isso é a direção mais correta. Não há alternativa. Para mim, se queremos proteger o nosso futuro, então temos de começar a mudar o negócio agora", finalizou.
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