Mercedes aponta “preparação perfeita” em Baku como chave para superar Ferrari na F1
James Allison explicou que, sem atualizações para o W16, preparação da Mercedes foi determinante no pódio em Baku e reforçou que será fator crucial para manter vantagem sobre Ferrari
A Mercedes saiu fortalecida do GP do Azerbaijão após conquistar um pódio com George Russell e um quarto lugar com Andrea Kimi Antonelli — resultado que fez o time alemão ultrapassar a Ferrari na briga pelo segundo lugar do Mundial de Construtores. Para o diretor técnico James Allison, o segredo do bom resultado em Baku foi a preparação consistente ao longo do fim de semana, fator que, segundo ele, também será determinante para o restante da disputa com a rival italiana.
O dirigente da Mercedes destacou que o W16 não recebeu nenhuma atualização para a prova azeri, já que o foco já está voltado para o carro de 2026. Com isso, apontou a preparação para a etapa e as características do circuito como preponderantes para o bom resultado.
“Não fizemos mudanças no carro, já que o programa de desenvolvimento terminou para focar no novo regulamento de 2026. Essa diferença de desempenho aconteceu por dois motivos: tivemos uma preparação perfeita e algumas características da pista se adaptaram bem ao nosso carro”, explicou o diretor técnico.
“A Red Bull parece gostar de pistas com baixa pressão aerodinâmica e voou. Até certo ponto, o mesmo aconteceu conosco. Em Montreal também fomos fortes e aconteceu de novo em Baku”, emendou.

Na avaliação do engenheiro, esse equilíbrio entre preparação e execução será decisivo na reta final contra a Ferrari. “A luta vai ser muito apertada até a última corrida, mas agora estamos no controle do nosso destino. Tudo vai depender de como conseguimos dar aos pilotos uma base sólida na sexta-feira e transformar isso em resultados no sábado e no domingo”, explicou.
Pensando no próximo desafio, Allison ressaltou que Singapura deverá ser um desafio maior para as Flechas de Prata. Ele citou as diferentes características de frenagem e as tradicionais temperaturas elevadas como complicadores.
“Em Baku, quase sempre se freia em linha reta. Já em Singapura, há muitas curvas em que é preciso frear virando o volante. Isso é mais complicado para nós, porque o carro ainda não é tão estável quanto gostaríamos nesse ponto. Além disso, estará mais quente”, argumentou.
“O sucesso do fim de semana dependerá de alcançar maior estabilidade nas entradas de curvas para os pilotos terem mais confiança para se aproximar dos muros”, finalizou.
A Fórmula 1 terá um fim de semana de descanso até a próxima etapa da temporada. Carros e pilotos voltam às pistas entre os dias 3 e 5 de outubro, para o GP de Singapura, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.
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