Mercedes se diz “cuidadosamente otimista” e planeja retorno de assoalho nos Países Baixos

Toto Wolff explicou que a Mercedes quer ter uma resposta definitiva quanto à performance do assoalho atualizado depois de ter deixado a peça de lado por conta das características de Spa

Embalada pelas três vitórias nas últimas quatro corridas da temporada apesar do revés com George Russell, a Mercedes planeja dar nova chance à versão mais recente do assoalho do W15 no GP dos Países Baixos, que marcará o retorno das atividades da Fórmula 1 2024 após as férias de verão na Europa. A peça foi removida do carro durante o fim de semana na Bélgica, logo após os treinos livres.

O assoalho repaginado foi uma das grandes apostas para a etapa de Spa-Francorchamps, realizada no último domingo (28), porém a falta de ritmo de Russell e Lewis Hamilton depois das duas primeiras sessões livres da rodada fizeram a equipe retornar para as especificações anteriores.

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A decisão acabou gerando certo temor, uma vez que a Mercedes tem sido assertiva em todas as mudanças promovidas no W15 da Espanha em diante. No entanto, o chefe das Flechas de Prata, Toto Wolff, afirmou que a decisão de abrir mão do assoalho novo na Bélgica teve mais a ver com aspectos mecânicos e melhor acerto do carro no setor intermediário de Spa.

Como Zandvoort é um circuito com característica diferentes das do circuito belga, o plano da Mercedes é retornar com a peça para conduzir uma análise completa de desempenho.

A Mercedes vem de três vitórias nas últimas quatro corridas (Foto: Mercedes)

“Fizemos uma mudança drástica para recuperar parte do desempenho [na Bélgica], mas acreditamos que não foi por causa do assoalho”, explicou Wolff aos jornalistas.

“Vai ser bastante interessante depois que colocarmos tudo no carro em Zandvoort, correlacionarmos e analisarmos o que acontece. A partir daí, vamos poder ter certeza se é uma questão mecânica, conforme pensávamos, ou se há interações aerodinâmicas e mecânicas que não funcionam”, salientou.

Desde a vitória que caiu no colo de Russell na Áustria até a Bélgica, a Mercedes foi a segunda equipe que mais pontuou, perdendo apenas a McLaren. E os alemãs só não lideram a estatística das quatro últimas corridas porque o #63 foi desclassificado da corrida em Spa por ter apresentado o carro para a inspeção técnica abaixo do peso mínimo.

É, sem dúvida, um retrospecto animador, porém Toto enfatizou que o time “precisa manter os dois pés no chão” nas dez provas restantes. “Com relação às oscilações de desempenho, definitivamente nota-se uma tendência positiva da nossa parte. Já com outras equipes, há uma tendência negativa.”

“Mas não acho que devemos antecipar como será a segunda metade da temporada. É uma luta difícil, e há quatro equipes dando tudo de si. Acredito que podemos ser cuidadosamente otimistas. Mas temos de provar isso. Faltam dez corridas”, concluiu.

Fórmula 1 agora faz a tradicional pausa para as férias de verão na Europa e volta de 23 a 25 de agosto em Zandvoort, para a disputa do GP dos Países Baixos.

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