Mercedes descarta apoio para manter GP da Alemanha em 2020: “Não vamos nos meter”

Após aparecer para salvar a realização da etapa alemã na temporada 2019, a Mercedes já descartou fazer o mesmo para 2020. Segundo Toto Wolff, F1 e Liberty Media devem decidir sozinhos, sem interferência, o que for melhor para a categoria

A notícia é das piores para quem gosta do GP da Alemanha. A melhor corrida até aqui do ano corre sérios riscos de deixar o calendário para 2020 e o futuro não parece nada promissor. Toto Wolff, chefe da Mercedes, afirmou que a equipe não pretende repetir o que fez para 2019, assim, não daria apoio financeiro para a manutenção da etapa em Hockenheim.
 
A Alemanha era tida como a mais ameaçada junto de México e Espanha em um calendário que terá as entradas de Vietnã e Holanda, mas um apoio da principal equipe do grid poderia, assim como em 2019, salvar a pele dos germânicos. Para Wolff, porém, não faz sentido se meter nos planos de F1 e Liberty Media, que estão trocando algumas praças.
 
"O acordo pra 2019 veio de forma espontânea. Tivemos um encontro num domingo com Chase e Sean, eles perguntaram se a gente poderia ajudar e 30 minutos foram necessários para fazermos o GP da Alemanha acontecer. Mas não é algo que podemos manter. Eu acredito que a gente não deve se meter nos negócios do Liberty e da F1, eles que devem decidir em quais pistas correr ou não", afirmou.

A Mercedes não pensa em seguir apoiando o GP da Alemanha (Foto: AFP)

O dirigente da Mercedes ressaltou que Chase Carey e Sean Bratches que devem indicar o caminho para a F1 e que, por isso, a Mercedes entende que deve ter mínima interferência.

 
"Existem vários interesses em se receber uma corrida. Liberty tem um problema bom que é ter mais demanda que vaga, é realmente um problema bom para todo mundo. Só que nós temos de deixar isso com eles, Chase e o time que devem escolher para onde ir. O GP da Alemanha é importante pelas nossas raízes, também por termos família e amigos aqui, mas não podemos nos meter", completou.
 
A corrida em Hockenheim representou um dos piores resultados da história recente da Mercedes, com Valtteri Bottas abandonando e Lewis Hamilton, após bater o carro, chegando na nona colocação, impulsionado pela punição pós-prova das duas Alfa Romeo.

 
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