Mercedes diz que Hamilton é parte da gerência e compara: “Como Schumacher ou Tom Brady”

Toto Wolff, chefe da Mercedes, afirmou que encara Lewis Hamilton não somente como um piloto, mas também parte dos que tomam decisões na equipe

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Lewis Hamilton completa 38 anos de idade em menos de um mês, tem sete títulos mundiais e uma década de Mercedes. Com todo esse estofo, o chefe da Mercedes, Toto Wolff, define Hamilton como parte da gerência da equipe. É muito mais que somente alguém que vai ao volante e, desta feita, também está entre aqueles que tomam decisões.

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Wolff destacou que é impossível colocar Hamilton, especialmente durante os fins de semana de corrida, como um piloto apenas. Não é isso. Aliás, está longe, na companhia de gente que tomava muito mais decisões do que a média dos atletas em atividade: o também heptacampeão mundial de Fórmula 1 Michael Schumacher e o heptacampeão da NFL, liga profissional de futebol americano dos Estados Unidos, Tom Brady, ainda na ativa aos 45 anos de idade.

“Eu diria que sim. Obviamente existe o envolvimento no desenvolvimento do carro e sua presença na fábrica, mas creio que, ele se tornou uma figura tão grande, como foi com Michael Schumacher ou com Tom Brady, que nos fins de semana de corrida se tornou mais que um atleta ou piloto”, apontou ao podcast Beyond the Grid.

Lewis Hamilton é mais que um piloto na Mercedes, segundo Toto Wolff (Foto: Mercedes)

“Ele definitivamente é uma parte emocional na gerência. Não é um prestador de serviço, como chamamos no passado, alguém que vem, recebe o salário e vai embora para a próxima ocasião que seja melhor. Está aqui na equipe há dez anos. É um membro do time [da gerência]”, afirmou.

O chefe da Mercedes ainda teve de mais uma vez traçar uma avaliação da temporada do heptacampeão e chamou a culpa do desempenho vacilante para si.

“Foi muito duro, porque não demos a ele uma ferramenta capaz de vencer. Além disso, os pilotos sabiam que o carro era imprevisível, instável, às vezes bom e outras vezes nem tanto. Não era algo com que dava para trabalhar ou desenvolver”, apontou.

“No ponto de vista da personalidade, a forma como atravessou a temporada foi realmente admirável. Houve momentos em que a equipe esteve cabisbaixo por conta da não-performance, e Lewis levantou a moral e motivou a todos. Isso é gerência. Também é um traço de personalidade que eu nunca vi em outro atleta antes”, finalizou.

Embora Hamilton tenha terminado uma temporada sem vitória pela primeira vez na carreira, a Mercedes conseguiu amealhar um triunfo, já no GP de São Paulo, com George Russell.

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