Mercedes minimiza vantagem com truque em motor da F1 2026: “Quase irrelevante”
Além de tratar a brecha encontrada pela Mercedes como algo que não trará diferenças significativas nas disputas em 2026, Toto Wolff ainda alertou a FIA sobre as consequências de uma mudança nas regras
Ainda que a Mercedes tenha se tornado alvo das adversárias devido a um truque na unidade de potência da temporada 2026 da Fórmula 1, Toto Wolff minimizou o caso e disse que o ganho com o aumento do limite da taxa de compressão é “quase irrelevante”. Além disso, o dirigente alertou a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) sobre as consequências “imensas e não quantificáveis” de uma possível alteração nas regras.
O novo motor da principal categoria do automobilismo virou tema de debate antes mesmo do início oficial da temporada, já que a fabricante de Brackley encontrou uma solução inteligente para ampliar o limite da taxa de compressão, reduzida de 18:1 para 16:1 no atual regulamento. Desta forma, os carros movidos pelo propulsor alemão podem ganhar até 15 cv a mais de potência — ou aproximadamente 0s3 por volta.
No entanto, em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO no Bahrein, palco dos testes coletivos da F1, Wolff negou que a vantagem seria tão grande assim. “São poucos cavalos de potência. Na Inglaterra, diríamos alguns, algo próximo a dois ou três. Sendo assim, é um risco quase irrelevante para causar qualquer diferença significativa ao longo de uma corrida”, pontuou.
“Trata-se mais do precedente que estamos abrindo, das complicações ao introduzir uma nova regra, de como monitorá-la, como ajustá-la se for necessário e como isso influenciará o ADUO, sistema de equilíbrio do motor”, acrescentou.

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Para 2026, a FIA introduziu o conceito de Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização (ADUO, sigla do inglês). Agora, a entidade realizará avaliações com 25%, 50% e 75% da temporada completados e, se forem identificados déficits consideráveis de algum fabricante, concederá oportunidades extras de desenvolvimento para equilibrar a performance.
“Porque, após seis corridas, todos que acreditam estar no ADUO e têm chance de recuperar o atraso, podem começar imediatamente a analisar a taxa de compressão e desenvolver o motor de maneira completamente diferente. Porque sabem que, após a sexta corrida, existe a possibilidade de trocar o motor. Portanto, as consequências desconhecidas são imensas e não quantificáveis”, completou.
A Fórmula 1 realiza o dia 2 de testes coletivos nesta quarta-feira (12), no Bahrein, das 4h às 13h (de Brasília, GMT-3). As atividades desta primeira bateria vão até sexta-feira (13). O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura IN LOCO com o repórter Leonid Kliuev.
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