Mercedes já planeja reduzir número de equipes clientes em novo regulamento da F1
Toto Wolff citou questões como prazos e volume de hardware para fornecer motores para quatro equipes — incluindo a própria — e revelou que Mercedes pretende diminuir número de clientes na Fórmula 1
A Mercedes não pretende manter o atual número de clientes para suas unidades de potência na Fórmula 1. A revelação foi feita pelo chefe e coproprietário do time, Toto Wolff, que confirmou conversas internas sobre a redução do fornecimento a partir da nova geração de motores, que estreia em 2026. O austríaco destacou os desafios de produzir motores para quatro clientes, além da equipe de fábrica. Por isso, a ideia é reduzir para “duas ou três”.
Atualmente, além da equipe oficial, a Mercedes equipa McLaren, Williams e Aston Martin, que migra para motores Honda em 2026. Em contrapartida, a Alpine trocará a própria unidade de potência [Renault] pelo conjunto alemão, mantendo o mesmo número atual. Todos os contratos vigentes vão até 2030.
Hoje, o compromisso de atender quatro equipes obriga a Mercedes a produzir 16 unidades de potência para o início da temporada. Wolff destacou que isso aumenta prazos, complexidade e volume de hardware.
“Nosso pensamento atual, conversando também com Ola [Källenius, presidente da Mercedes], é reduzir a quantidade de equipes que vamos atender no próximo ciclo. O ideal é ficar em somente duas ou três, depende de como serão os regulamentos. Se forem mais simples ou não, e do que acreditamos que podemos aprender ao fornecer para vários times enquanto precisamos definir projetos mais cedo”, afirmou.

A fabricante dominou a era dos motores híbridos V6 turbo, encerrada neste ano. Desde 2014, foram oito títulos seguidos com o time oficial e, nas últimas duas temporadas, as unidades equiparam a McLaren em campanhas vitoriosas no Mundial de Construtores.
Hywel Thomas, diretor da Mercedes High Performance Powertrains, reconheceu que ter mais clientes traz vantagens técnicas — como volume de dados e quilometragem —, mas também pressiona a capacidade produtiva e força decisões antecipadas.
“Ter mais de uma equipe fornece mais informação, mais quilômetros, mais engenheiros apontando onde é possível melhorar. Isso é muito benéfico”, disse.
“Em contrapartida, precisamos produzir muito hardware. E algumas decisões têm de ser tomadas mais cedo. Existe um ponto ideal entre um e quatro times, e acredito que ele está mais perto de quatro do que de um”, concluiu.
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