F1

Mesmo sem poder exibir marca há dez anos, Ferrari assina novo contrato de patrocínio com Marlboro na F1

A Ferrari fechou novo acordo com a Philip Morris, proprietária da marca Marlboro, e garantiu seu principal patrocinador na F1 por um período de longo prazo. A escuderia italiana manteve o patrocínio, ainda que não seja mais permitido às equipes e pilotos ostentarem marcas tabagistas há dez anos no Mundial
Warm Up / Redação GP, de Sumaré
 Michael Schumacher vencendo no Canadá em 1997 (Foto: Forix/Herb Edgecomb)

A longa aliança entre Ferrari e Philip Morris vai seguir por mais alguns anos na F1. A empresa tabagista, proprietária da marca Marlboro, dentre tantas outras, renovou seu contrato de patrocínio com a escuderia de Maranello e firmou um novo acordo de longo prazo. O antigo contrato teria fim em 2018, mas as duas partes se uniram e reforçaram a parceria para um acerto multianual. 
 
A união entre Ferrari e a Philip Morris já leva mais de 40 anos, sendo que desde 1997 a Marlboro é a patrocinadora principal da equipe italiana depois que a empresa tabagista e a McLaren encerraram um acordo de longa data. No entanto, há dez anos a F1 não permite mais a divulgação de marcas de cigarro, fato que levou as equipes a buscarem outras fontes de renda.
Há dez anos a Ferrari não exibe a marca da Marlboro. Mesmo com a restrição, o patrocínio continua (Foto: Ferrari)
Mas a Ferrari sempre permaneceu ligada à Marlboro. Até 2010, subliminarmente, a equipe mostrava a marca por meio de uma espécie de código de barras, mas teve de mudar o layout para o que é utilizado até hoje nos carros de F1.
 

A Marlboro tem ligações estreitas não apenas com a Ferrari, mas também com Maurizio Arrivabene. Nomeado como diretor-esportivo da escuderia em novembro de 2014, o italiano antes ocupava a função de diretor-executivo da marca.  
 
O acordo vem na esteira de rumores publicados no mês passado pela imprensa alemã sobre uma luta pelo poder na Ferrari entre Arrivabene e o atual diretor-técnico, Mattia Binotto. Segundo o jornal ‘Bild’, Binotto tinha interesse de ocupar a função de Maurizio como chefe de equipe. Mas o dirigente, como defesa, ameaçou usar da sua influência na Philip Morris e encerrar o acordo entre a Ferrari e a Marlboro.
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