Andretti espera por resposta “rápida” da FIA sobre F1: “Cumprimos cada requisito”

Em preparação para o início de temporada na Indy, Michael Andretti pediu por resposta "o mais rápido possível" da FIA para que equipe possa iniciar seus preparativos, visando entrada na F1 em 2024

FÓRMULA 1 RESISTE À POSSÍVEL ENTRADA DA ANDRETTI EM 2024. POR QUE?

A revelação de que a Andretti quer fazer parte da Fórmula 1 a partir de 2024 segue movimentando o noticiário da categoria. Em preparação para o início da temporada na Indy, com o GP de São Petersburgo no domingo (27), Michael Andretti abordou novamente o assunto e disse ter esperado uma aprovação da FIA ainda em janeiro, além de revelar que já existe um acerto em andamento com um fabricante de motores — a Renault.

O americano afirmou que segue esperando por uma resposta da entidade, mas pediu atenção ao caso para que a equipe comece a se preparar com antecedência para uma possível entrada na categoria.

“Acho que cumprimos cada requisito”, explicou Michael Andretti. “Estamos muito adiantados com um fornecedor. Não tem nada que trave nossa aceitação. Mas nossa questão é que o relógio está correndo, então precisamos colocar isso em andamento o mais rápido possível. Dois anos parece muito tempo, mas não é”, salientou.

Ex-F1, Romain Grosjean liderou TL1 em São Petersburgo e se prepara para estrear com a Andretti na Indy (Foto: Indycar)

“Temos muito a fazer, muito a construir”, prosseguiu. “Falamos com muitas pessoas, estão apenas observando de fora e esperando como as coisas vão acontecer e poderemos construir um time bastante crível. Estou animado para receber a aprovação, queremos entrar bonito”, animou-se.

Michael ainda aproveitou para abordar as preocupações expostas pelo chefe da Mercedes, Toto Wolff, sobre uma “diluição” do dinheiro recebido pelas dez equipes atuais do grid da F1, que precisariam dividir suas ‘fatias do bolo’ com a nova concorrente.

“Toto [Wolff] estava falando: ‘O que você traz à mesa?’ Acho que trazemos muito”, respondeu. “E acho que vamos trazer muito mais do que estaremos diluindo”, afirmou.

Enquanto a Fórmula 1 segue buscando entrar de vez no mercado dos Estados Unidos, algumas ações da Liberty Media nos últimos anos aproximaram a categoria do povo americano — como a série ‘Drive to Survive’, por exemplo. No entanto, o grid não tem nenhum piloto estadunidense, algo que a Andretti pode mudar a partir de 2024 com a entrada de Colton Herta, atualmente titular na Indy.

Colton Herta torce por oportunidade na F1 com a Andretti (Foto: Indycar)

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“Esse é nosso ponto. O mercado americano ainda está fora, mas obviamente com a série da Netflix, trouxe popularidade”, reconheceu. “Acho que podemos trazer maior longevidade para a série da Netflix com uma equipe americana real e um piloto americano. Acredito que com nosso nome, podemos manter bastante interesse das pessoas por longos anos”, ressaltou.

Caso a FIA autorize a entrada da equipe, será necessário que a Andretti inicie sua entrada com o pagamento de uma taxa de US$ 200 milhões — que será distribuída entre as atuais dez escuderias do grid. Michael admitiu que a equipe não possui esse dinheiro disponível para ser gasto, mas que existe um investidor por trás da entrada do time que está disposto a abrir os cofres.

“Eles querem fazer isso e fazer certo, sermos competitivos. Eles não entraram apenas para estar nisso”, explicou. “Já estão nos esportes e acham que a Fórmula 1 é muito atrativa no momento. A popularidade nos Estados Unidos está crescendo, o ‘timing’ é perfeito para isso”, pontuou.

O russo Nikita Mazepin a bordo de uma Haas bastante diferente, sem vestígios de seu país natal (Foto: Haas)

Criar a equipe Andretti na Fórmula 1 não era a primeira opção da equipe, que antes tentou as compras de Haas e Alfa Romeo — sem sucesso devido às garantias de pagamento. Michael segue admitindo que adquirir uma escuderia atual seria mais fácil para seu time, mas não vê abertura dos donos para uma possível venda.

A Haas, inclusive, também é americana — e capitaneada pelo estadunidense Gene Haas, que mantém o sobrenome também na equipe da Nascar. No entanto, a equipe ainda não apresentou nenhum piloto que tenha nascido nos EUA desde que entrou na categoria, em 2016.

“Ele não quer vender. Se ele quiser vender, diga-o para me ligar. Isso tornaria as coisas muito mais fáceis para nós”, contemplou. “A última conversa que tive com ele [Gene Haas] foi provavelmente em outubro ou novembro. Ele me disse que não ligava de correr em último, que funcionava para ele da mesma forma”, encerrou.

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