Na Garagem: Regazzoni morre em acidente de carro em estrada na Itália
Gianclaudio Giuseppe Regazzoni, suíço mais bem sucedido da história da F1, morreu há nove anos em um acidente de carro em uma estrada próxima a Parma, na Itália. “Clay” Regazzoni venceu cinco GPs na F1

Gianclaudio Giuseppe Regazzoni, ou simplesmente Clay Regazzoni, morreu há exatos nove anos em um acidente de carro na Itália. O suíço bateu de frente com um caminhão na rodovia A1, perto da cidade de Parma, e faleceu aos 67 anos.
Na história da F1, Regazzoni é lembrado como o mais bem sucedido piloto suíço de todos os tempos. Foram cinco vitórias, anos defendendo a Ferrari e também um triunfo histórico com a Williams: o primeiro do time fundado por Frank, lá em 1979.
E, é claro, é preciso ressaltar que, ao longo da carreira, carregou um dos bigodes mais famosos do Mundial — talvez perdendo só para Nigel Mansell.

Regazzoni e seu bigodón (Foto: Forix)
Nascido em um país em que as corridas eram proibidas, Regazzoni estreou na F1 tarde, somente aos 31 anos, no GP da Holanda de 1970 com a Ferrari e chegando em quarto lugar. Naquele mesmo ano, em Monza, caiu nas graças dos tifosi ao ganhar o GP da Itália.
Regazzoni passou seus três primeiros anos na Ferrari antes de se mudar para a BRM para 1973. Em 1974, retornou a Maranello levando consigo o austríaco Niki Lauda — que fora contratado com o status de primeiro piloto — e foi vice-campeão, atrás apenas de Emerson Fittipaldi. Nos anos seguintes, no entanto, jamais terminou à frente da quinta posição.

Em Silverstone, a primeira vitória da Williams na F1 foi conquistada por Regazzoni (Foto: Williams)
Em 1977, correu pela Ensign e somou apenas cinco pontos, e foram só outros quatro em 1978 com a Shadow. Em 1979, voltou a se encontrar com troféus e com o alto do pódio. Deu à Williams, em Silverstone, sua primeira vitória. Ainda assim, foi dispensado para 1980 e retornou à Ensign.
No trágico acidente de Long Beach, a causa foi uma falha nos freios no fim da reta principal. A consequência, um forte impacto contra um muro de concreto. As lesões na coluna o deixaram sem os movimentos das pernas. Após isso, sua carreira no automobilismo de alto nível continuou, principalmente, no Rali Dakar com carros adaptados. Ele, que nunca andou novamente, também chegou a disputar as 12 Horas de Sebring.
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